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A crescente personalização da política e a crescente influência das redes sociais na comunicação política são duas realidades interligadas. Redes como o Instagram e o TikTok são especialmente relevantes para uma comunicação mais personalizada, mais simplificada e ... mais populista.
Algumas declarações que fiz à Antena 1, no contexto da atual campanha eleitoral podem ser ouvidas aqui.
Tão certinho como o aumento de impostos, a exibição de uma folha A4 branca proporcionou mais um suculento episódio de memes, desta vez com o ministro da Economia.
Tudo começou com uma fotografia publicada nas plataformas online do Diário Económico.
Logo surgiu o serviço comunitário para preparar o terreno.

E em menos de quatro horas, o ministro teve direito a hashtag #piresdelima no twitter e a arquivo no tumblr.
Dezenas de imagens começaram a pulular nas redes sociais. E eu já tinha avisado sobre isto em maio passado, senhor ministro.
Hoje era dia para o gestor da conta de Twitter da KLM ter ficado na cama.
Depois do México ter perdido no último minuto com a Holanda, a real transportadora neerlandesa achou por bem fazer uma piada de mau gosto. A reacção no twitter não deve ter sido a melhor, porque poucos minutos depois o tweet foi apagado.
A resposta da AeroMexico não se fez esperar. Com muita piada. O México ganhou em inteligência.
As marcas continuam a não saber prevenir erros crassos de relações públicas nas redes sociais quando toca a um tema tão sensível como o futebol. Já neste Mundial, a Media Markt alemã tinha cometido erro semelhante com a selecção portuguesa.
Quando marcas globais querem participar em grandes eventos internacionais, formação em diplomacia e bom senso exige-se.
Não, este post não é sobre a campanha para as últimas eleições europeias. Este post é sobre fenómenos sociais e sobre empresas/ profissionais que querem agarrar a onda desses mesmos fenómenos para obter maior exposição da sua marca e vender mais (ou aumentar notoriedade ou outro qualquer objetivo).
Há uma coisa que importa a reter: não se deve tentar capitalizar uma dada tendência se não a compreendermos. Isto parece-me óbvio e acho que é relativamente fácil de interiorizar. Dito isto, vamos à estória.
Há dias vi ser partilhada no Twitter a página de um curso de formação cujo objetivo era o de ensinar os seus participantes a gerir uma marca pessoal nas redes sociais (abro um parêntesis para mencionar que uma das minhas atividades profissionais é a gestão de um projeto empresarial na área da formação, pelo que vou intencionalmente abster-me de mencionar nomes de empresa, pessoas ou marcas). Até aqui tudo bem, todos nós sabemos a importância da internet e das suas ferramentas para o nosso marketing pessoal e para a gestão da nossa carreira, é por isso natural que surjam projetos com o objetivo de dar competências às pessoas neste domínio.
O que não está tudo bem é o que escrevo já de seguida. Além de ser muito curioso, tenho particular apreço quer pela formação quer pelo marketing, pelo que assim que me aparece um link destes à minha frente é click garantido. E lá fui eu ver a descrição do curso. Tudo ia razoavelmente bem – falava de conteúdos, de imagem, das várias ferramentas, etc - até que chego a esta parte: “Como fazer a sua melhor selfie”, com as dicas para tirar as melhores fotos com o smartphone. E aqui começou a entornar o caldo.
Uma selfie é uma fotografia tirada por uma pessoa a si própria, sozinha ou com mais pessoas, geralmente partilhada nas redes sociais, com o Instagram e o Facebook à cabeça, e que tem sido um fenómeno comportamental que cresceu exponencialmente. E cresceu porque geralmente as pessoas têm usado as selfies para se mostrarem num dado sítio, a viver uma dada experiência ou até só se mostrarem a si próprias (a selfie é também uma demonstração de algum narcisismo em alguns casos).Ou seja, a selfie não é mais do que a partilha de uma vivência de um dado momento com as pessoas que a seguem nas redes sociais que usa. E é aqui que o tal curso falha na compreensão do fenómeno. Uma selfie, na perspetiva de quem a tira e partilha é um momento, e os momentos não têm técnicas, enquadramentos, dicas, não precisam de se transformar na “melhor selfie” nem precisam de ser ensinados.
Ter uma boa coleção de selfies é importante para a marca pessoal? Talvez. Pode ser em alguns casos específicos. Jamais o será, contudo, se perder o seu essencial – a espontaneidade. E será uma onda como outra qualquer – provavelmente daqui a meia dúzia de meses já não será “cool” tirar selfies e o fenómeno será outro qualquer.
E aqui reside a questão, enquanto umas empresas tentam utilizar as redes sociais para comunicar e interagir de uma forma que não fazem no “mundo real”, outras tentam ensinar as pessoas a estar presentes nas redes sociais com benefícios na sua carreira profissional. E muitas falham. E falham porque não entendem que as pessoas é que ditam como querem interagir e quando querem interagir. E falham porque não entendem que a espontaneidade e a liberdade de expressão que as pessoas sentem nas redes sociais não se ensaia, não se ensina e não se compadece com artificialidades.
E nós, utilizadores das redes sociais, se não percebermos que ganhamos muito mais em sermos nós próprios, muito provavelmente prejudicaremos mais a nossa marca pessoal do que a beneficiaremos.
PS: Só mais uma coisa, se pretendem ensinar alguém a usar uma rede social como o Twitter, por exemplo (pretensão que não tenho), não tenham tweets protegidos ;-) .
*Director geral da Sparkle Business Ignition, Mestre em Marketing
(Imagem retirada do twitter de @carlotaburnay)
As redes sociais têm o condão de propagar uma coisa chamada "memes". Um meme é um conceito, um filme, uma hashtag ou uma imagem que se torna um ícone-base para as mais diversas mensagens e situações, reconhecidas imediatamente pelos internautas e rapidamente propagadas.
A imagem de Michelle Obama a segurar num cartaz com a mensagem "#Bring back our girls" correu mundo. O líder do PS decidiu juntar-se à causa. Mas aquilo que à primeira vista era uma boa iniciativa de Relações Públicas rapidamente se tornou um "meme" incontrolável.
Da imagem inicial às mais diversas versões, já existe um arquivo no Tumblr, com o nome #selfieSeguro que não pára de crescer. Ninguém está livre de um caso destes, mas a nota para todos os assessores de imagem é clara: não usar imagens com espaços em branco ao alcance da criatividade dos internautas.
Do original
A dezenas de réplicas
Tornou-se viral o video em que o jogador de futebol brasileiro Dani Alves comeu em campo a banana que um adepto lhe atirou. A banana tornou-se rapidamente, em todo o mundo, um símbolo da repulsa por atitudes racistas.
O atleta português Nelson Évora não perdeu a oportunidade de contar o que se passou com ele e um grupo de amigos num espaço lisboeta chamado Urban Beach (e que passe a má publicidade). Gerou uma profunda reacção de repulsa e onda de solidariedade no Facebook.
Esse espaço de má nota teve o seu momento "Oprah na Hermes". Em ambos os casos, o "racial profiling" dos responsáveis ou dos empregados dos estabelecimentos teve o azar de se confrontar com figuras públicas, que amplificaram os acontecimentos.
A denúncia nas redes sociais é o pior pesadelo das marcas pelo movimento imediato de partilha que gera. Na maior parte das vezes, passa para a comunicação social. Veremos a amplificação do seu impacto para fora das redes sociais e, sobretudo, vamos ver como a marca reage. Não sei se a reputação é uma das preocupações do Grupo K. Se não é, devia ser e um pedido de desculpas a clientes que, para mais, são atletas que representam o melhor do país, seria o mínimo exigível.
Adenda: o presidente do Conselho de Administração do Grupo K respondeu:
Caro Nelson Évora,
Fomos surpreendidos com a publicação no mural da sua página do Facebook de uma foto com conotação xenófoba, com o objectivo de denunciar uma alegada situação de "racismo", supostamente praticada por um funcionário do Urban Beach.
Confesso a nossa incredulidade no que refere à situação que relata, pois não existe qualquer tipo de instruções por parte da administração da empresa para excluir, seja quem for por razões raciais, políticas, religiosas ou outras.
Aliás, ao que nos informam, o Sr. Nelson Évora frequentou em outras ocasiões o estabelecimento, sem qualquer tipo de constrangimentos.
Temos igualmente alguma dificuldade em entender o propósito de fazer publicamente essa acusação infundamentada, uma semana após a suposta ocorrência.
Existe sim naquele espaço um código de conduta, e o chamado "Dress Code", sendo que quem se encontre desenquadrado, terá o acesso condicionado.
Foi isso mesmo que foi explicado à pessoa em questão.
Temos mantido ao longo destes 25 anos inúmeros clientes das mais diferenciadas raças e etnias, nunca utilizando a diferença racial para realizar qualquer tipo de discriminação.
Detemos igualmente nos nossos quadros de pessoal elementos das mais diversas origens raciais, com base apenas nas suas qualidades profissionais.
Se apesar do que nos foi relatado, o funcionário em questão proferiu efectivamente o que relata, pedimos-lhe desde já, que aceite as nossas mais sinceras desculpas, pois não só não nos revemos nessa atitude, como abominamos a mesma.
Cordiais Cumprimentos,
Paulo Dâmaso de Andrade
Presidente do Conselho de Administração
Grupo K
Antes de começar a jogar e a provar qualquer rendimento desportivo, o jogador egípcio Shikabala gerou um furacão na página do Facebook do Sporting.
Roberto Teixeira notou, num grupo do Facebook, que entre o anúncio da sua contratação e a confirmação no encerramento do mercado, na madrugada de dia 1 de Fevereiro, "em apenas 14 horas a página do Sporting Clube de Portugal alcançou mais de 60 mil novos fãs e nas últimas 48 horas teve um crescimento de mais de 100 mil."
Para além das centenas de comentários ao post do novo jogador, a página do Sporting "foi invadida por comentários da comunidade egípcia".
Em árabe, claro.
Marco Marques, no mesmo grupo, explica este fenómeno: "Os países do norte de África, nomeadamente os situados a poente (países do Magrebe) e algum do prolongamento nascente (do qual o Egipto é a primeira porta de entrada) possuem um potencial comercial enorme no futebol (intimamente relacionado com o seu fanatismo) e o Sporting está a saber escolher figuras representativas de cada um desses países. Provavelmente, assistiremos, num futuro próximo, à chegada de algum jogador representativo de Marrocos, Tunísia e Líbia. O alcance da marca 'Sporting' crescerá muito mais depressa nestes países que nos mercados orientais (mais fidelizados às grandes Ligas Europeias) embora as abordagens não sejam mutuamente exclusivas."
Interessante esta análise do Marco referente à estratégia de expansão da marca Sporting para outras geografias Interessante nesta estratégia a utilização do Facebook, onde o clube começou a postar em árabe. A página, aliás, tornou-se literalmente bilingue. Uma boa aposta e uma boa utilização das redes sociais.
António Quintas e Alexandre Gamela convidaram personalidades dos media para partilharem, num mesmo post, as suas previsões para o sector em 2011. Por alguma razão, também me quiseram ouvir. Não sendo especialista em media, apenas consumidora intensiva e observadora atenta, também lá deixei uns palpites.Previsões de Paulo Querido, António Granado, Alexandre Pais, Rodrigo Saraiva, Manuel Falcão, Paul Bradshaw e Mark Luckie, aqui.O meu desafio/pergunta sobre a criação de um jornal nacional pensado exclusivamente para iPad (à semelhança do Daily iPaper do Murdoch) gerou alguma discordância no Twitter por parte de Paulo Querido e Alexandre Pais, com a argumentação de que não há mercado (possuidores de tablets suficientes). Pois ainda não há, mas Portugal é tradicionalmente um país de early-adopters de gadgets tecnológicos, por isso quem for pioneiro arrisca-se a ganhar bom dinheiro num futuro não tão longínquo. Mas são só palpites.
A velhice é a coisa mais surpreendente que pode acontecer a uma pessoa (Trotsky)Cultivadora compulsiva de quinquilharia, memorabilia, revistas e jornais já desaparecidos, postais e anúncios pintados por artistas, sempre me achei pertencente a um "nicho", tão pequeno que raramente encontro quem se extasie comigo perante uma edição antiga do Século Ilustrado ou o folheto da "Mary Poppins" do cinema Europa.Duvido que isto faça de mim uma saudosista, porque esta mania vem desde os meus sete ou oito anos, quando esgravatava nas colecções antigas do meu pai. Creio antes que vem do fascínio e curiosidade pela representação da realidade em diferentes tempos, talvez a nostalgia de alguma candura, mas também, e ao fim ao cabo, a busca de cheiros e cores que o nosso tempo não nos dá.Eis que, de forma muito evidente, o culto das peças e da estética vintage (os brasileiros preferem a palavra Retrô) se está a tornar mainstream. Jornais e televisões recuperam anúncios antigos e fazem deles matérias autónomas, blogues, perfis de twitter e Facebook, como o imperdível Reclames do Estadão, uma iniciativa do "Estado de São Paulo" (que bem poderia ser recuperada pelo "Diário de Notícias").Bom, isto parece apenas a exploração de um filão, um pequeno alargamento do nicho.Mas esta "reciclagem" do passado foi mais longe com a campanha "Como seriam os anúncios do Facebook, Twitter e Skype nos anos 60?", uma brilhante criação acabada de lançar pela agência brasileira Moma de São Paulo para o MaxiMídia, o maior evento de Comunicação e Marketing da América Latina. Nesta campanha, podemos ver-nos como veríamos os anúncios antigos do Estadão, deslumbrados mas felizes e cândidos perante o progresso que nos avassala.E porque é que esta campanha está a gerar um êxito brutal nas redes sociais e nos blogs de tecnologia e comunicação? Porque é surpreendente, porque nos dá a dimensão vintage do nosso presente, porque nos acalma em relação ao que por vezes sentimos como a voragem dos tempos.Depois, foi também o primeiro Vintage Computing Festival em Inglaterra, onde as velhas máquinas são admiradas e onde alguém recupera o Spectrum e põe-lhe o Twiiter lá dentro. O tempo encapsulado dentro do tempo.E os casos vão-se multiplicando. Estaremos a recuperar apenas a estética vintage-retrô, é só uma moda, ou estamos a tomar consciência de que a turbulenta evolução tecnológica nos está a levar, a cada dia que passa, a ter saudades do futuro?
Cristiano Ronaldo chegou hoje ao Twitter, viu e venceu, e já ultrapassou os 30 mil seguidores. Nada de especial, se atentarmos ao facto que no Facebook tem mais de 4,5 milhões de fãs.Mais interessante será para a Armani saber que, em 4o minutos, 6 mil pessoas "clicaram" na sua foto de campanha no Facebook (10 por cento dos "fãs") e mais de 7 mil foram ver a mesma imagem via Twitter (no mesmo espaço de tempo, 40 minutos, 25 por cento dos seguidores).Algumas conclusões:- a marca Cristiano é um bom investimento da marca Armani- o Twitter é mais eficaz que o Facebook em termos de activação- os golos do Ronaldo no Mundial não interessam para nada.Nota: os números deste post desactualizam-se a cada segundo, mas as conclusões, para já, mantêm-se.
Hugo Chávez, depois de surpreender o mundo (e assustar meio outro) com a abertura de uma conta no Twitter, é hoje notícia por ter recrutado 200 pessoas para gerir essa conta. As reacções, em geral, são de espanto e gargalhada geral.Questões políticas à parte (diz que abraçou o Twitter como mais "uma arma da revolução"), Chávez entendeu muito bem o segredo das redes sociais: o engagement e o diálogo.Contrariamente a várias celebridades que se limitam a acumular milhares ou milhões de seguidores e debitar de vez em quando umas frases, sem qualquer ou muito pouca interacção com o público, Chavez decidiu responder a todos os que se lhe dirigem. As mensagens são diversas, mas a maioria parecem ser apelos para casos pessoais, como este ou mensagens de apoio (também de críticas, naturalmente).Com cerca de 243 mil seguidores nesta data e 50 mil mensagens recebidas nas duas primeiras semanas, o "“Presidente de la República Bolivariana de Venezuela. Soldado Bolivariano, Socialista y Antiimperialista” (é esta a sua biografia no Twitter) prometeu não deixar nenhum seguidor sem resposta.Chávez percebeu que o Twitter é uma plataforma única de comunicação, de persuasão, de gestão da reputação. Tal como os políticos e as organizações o perceberam. Mas, para ser eficaz e mobilizador, exige respostas rápidas, capacidade de diálogo e de envolvimento. A entrada nas redes sociais é, de facto, um investimento exigente e caro, que exige ser bem pensado antes de ser eleito como uma "ferramenta de marketing e comunicação".Não sei se 200 pessoas serão um exagero, talvez não seja. O que é certo é que, tal como Chávez e as grandes organizações já perceberam, sem os recursos necessários (isto é, uma equipa dedicada e dimensionada) a presença nas redes sociais é mero folclore e sem qualquer retorno.
A tragédia ambiental que assola o Golfo do México desde 20 de Abril deitou por terra a imagem de "empresa verde" e ambientalmente responsável que demorou dez anos a constuir. Numa gigantesca (e bem sucedida) operação de rebranding a sigla BP deixou de significar British Petroleum para se assinar Beyond Petroleum.Hoje, a BP vive uma crise em várias dimensões: operacional, jurídica, comunicacional e reputacional. Embora o acidente fosse expectável num dos maiores exploradores petrolíferos do mundo, as reacções pouco assertivas e concertadas deram a imagem de que a BP não estava preparada para semelhante tragédia. O que parece pouco plausível.A explicação talvez resida no problema comum a todas as mega-organizações: uma estrutura pesada, lenta a reagir. Outro dado importante deste caso parece ser a primazia das acções legais na gestão da crise, remetendo a gestão da comunicação para uma fase (demasiado) tardia. O público ficou chocado quando a primeira comunicação pública da BP foi a oferta de 5 mil dólares a cada lesado que prescindisse de futuras indemnizações.Só no passado fim-de-semana a BP se decidiu pela criação de um website "DeepWater Horizon Response" dedicado a responder a perguntas e prestar informações, incluindo os efeitos nos estados afectados (Louisiana, Alabama, Mississippi e Florida), uma página no twitter e outra no facebook com permanentes actualizações. Uma boa utilização das redes sociais, embora incompreensivelmente tardia. Note-se, contudo, que o site e as contas sociais não são da BP, mas da empresa concessionária (fará sentido este eufemismo? talvez por razões jurídicas, mais uma vez).A principal conclusão, para já, é que a BP se enredou no território da crise e da prevenção da litigação sem uma mensagem de proximidade e de compromisso com os valores que tão bem tem defendido. Parece que a comunicação e a gestão da reputação foram engolidas pelas operações e pelos advogados.E, num instante, BP passa de Beyond Petroleum a Beyond Pr. Um caso a seguir.
A maioria dos bloggers já se consideram jornalistas. O inquérito "2010 PRWeek/PR Newswire Media Survey", que abrangeu 1568 profissionais dos media "tradicionais" e “não tradicionais” e 1670 profissionais de Relações Públicas nos Estados Unidos, revelou que 52% dos bloggers se equiparam a profissionais de comunicação social. Segundo o estudo, um importante crescimento desde o ano passado, em que apenas um em cada três partilhavam esta opinião.Se bem que, na realidade, ainda só 20 por cento dos bloggers reconheçam que a maior parte do seu rendimento deriva da sua actividade na blogoesfera. Apenas um crescimento de 4% em relação a 2009.Do total dos inquiridos, o uso de blogs e redes sociais para pesquisa tem aumentado; mas há uma grande diferença nessa utilização entre bloggers e jornalistas dos media tradicionais. Enquanto 91% dos bloggers e 68% dos jornalistas online usam blogs "sempre" ou "às vezes" para pesquisa, apenas 35 por cento dos repórteres de jornais e 38% dos jornalistas de revistas off-line admitem recorrer às novas plataformas.A mesma discrepância verifica-se no que toca ao uso de redes sociais para investigação.No geral, 33 por cento dos inquiridos dizem usá-las, enquanto os bloggers revelam um uso superior (48%) aos jornais e (31%) e revistas impressas (27%).Se considerarmos o Twitter, o contraste ainda é maior: 64% dos bloggers e 36% dos jornalistas online usam o twitter como ferramenta de trabalho. Esta percentagem baixa para 19% dos jornalistas de jornais e 17% das revistas.No que respeita ao uso de "tuites" (posts do Twitter) nos artigos, apenas 19 a 20% dos jornalistas dos media tradicionais o fazem.Nos Estados Unidos, já 55% dos bloggers e 42% dos jornalistas de meios online usam posts do Twitter. E, surpreendentemente, 48% das notícias de televisão!Creio que um estudo semelhante ainda não tenha sido feito em Portugal. Embora as percentagens possam variar (a indústria dos blogs e o jornalismo online estará num estádio ainda emergente em Portugal), estou em crer que as tendências registadas no estudo da PR Week não estarão longe de uma realidade próxima em Portugal e nos mercados europeus em geral.Nota: este post foi inicialmente publicado em Jornalistas de Sofá.
O Briefing relata hoje que, “de acordo com os resultados do estudo Netpanel da Marketest, o Facebook foi, em Janeiro, o domínio com maior número de páginas visitadas pelos portugueses nos acessos realizados a partir do lar”. O pódio fica completo com o google.pt (ex-líder) seguido pelo Hi5.O mesmo jornal dizia aqui que, nos EUA em 2010, a publicidade online vai ultrapassar a publicidade na imprensa.A comunicação na web e nas redes sociais já não é uma tendência, é um padrão. As relações públicas e a comunicação empresarial trabalham hoje com um novo paradigma, e a “evangelização” dos nossos clientes é uma das nossas novas missões. Outra é procurar a forma acertada e pertinente de estar online, pois, também na web, não há receitas universais. E é aqui que entra o conselho em comunicação.
A melhor certeza que os nossos filhos não se deslumbram com as redes sociais, foi o alerta que o meu adolescente de 14 anos me deu hoje em relação ao "Leitão 2010", o tão badalado (e esperado) mega-encontro de twitters que vai acontecer no próximo domingo."Acho que se arriscam a grandes desilusões com este encontro de twitters" "Porquê'?" "Porque vão descobrir que algumas caras não têm nada a ver com os avatares, que os deputados são míudos de 13 anos que andaram a gozar a vossa cara, que aquele tipo que parecia interessante e charmoso é um grandessíssimo nerd... Cuidado."Não sendo ele frequentador da rede twitter, que conhece apenas pelos meus comentários em família, o que este "aviso" ilustra é que as novas gerações, nadas e criadas na internet, são bem mais prudentes e realistas que muitos adultos.Para além de ser reconfortante, é um bom indicador para as marcas que comunicam com esta geração e com os adultos que eles serão daqui a poucos anos. Muito realismo e muita sinceridade, é o que eles querem.A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.