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    Sabe o que é a proxémica?

 

    Você é uma pessoa monocrónica ou policrónica?

 

    Sabe como influenciar o cérebro primitivo? (sim, temos um e é o mais importante em comunicação)

 

   Se tem dúvidas ou não sabe responder, é só consultar o capítulo "Comunicação Interpessoal" do novo livro de J. Martins Lampreia. Este livro, que é um manual para ler num fôlego ou consultar por tópicos, é uma verdadeira caixa de ferramentas, um guia precioso para o público-alvo que interpela, os gestores que não são profissionais de comunicação.

 

Como o autor explica na introdução, hoje não é possível ser um bom gestor sem ser um bom comunicador e sem estar integrado nos processos de comunicação da sua organização e da sociedade. E é isso que o livro traz, uma abordagem muito bem sistematizada e abrangente dos inúmeros domínios da comunicação. Da Comunicação Interpessoal à Comunicação Empresarial, passando pela Gestão de Crise e terminando nas cada vez mais profissionalizadas (se bem que não regulamentadas) Relações Institucionais e Lóbi.

 

Com muitos exemplos a ilustrar teorias e princípios básicos de comunicação, o livro tem ainda a mais valia de incluir histórias, recomendações e dicas de quem tem um enorme percurso na área. Por isso digo que este manual deve também ser lido pelos especialistas em comunicação. Eu, como sempre que leio Martins Lampreia, aprendi mais um pouco com a sua leitura.

 

 

PS: O livro "repesca" ainda três posts publicados neste blog, que convido a reler:

 

Lóbi e revisão constitucional

O Lóbi na diplomacia económica

O teorema de Thomas na Comunicação

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publicado às 08:41

Guest Post: O Lóbi na Diplomacia Económica

por Alda Telles, em 08.01.14

 Por Martins Lampreia*

 

A Diplomacia Económica (DE) é um tema relativamente recente entre nós; apesar das primeiras referências datarem do início dos anos noventa, só a partir de 2004 é que começa a ser criada legislação específica sobre o assunto.

Desde então os vários governos têm-se empenhado em dinamizar cada vez mais esta actividade, cientes de que representa uma poderosa ajuda ao nosso sector produtivo, nomeadamente no que respeita às exportações.

 

A DE está associada à defesa dos interesses económicos e comerciais de um país, através das suas missões diplomáticas. Situando-se na confluência da Diplomacia com a Economia, tem sido habitualmente tutelada pelos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Economia em praticamente todos os países, tal como veio a acontecer em Portugal.

 

Com a dinamização da DE, as nossas missões diplomáticas passaram a desenvolver importantes tarefas, como a identificação de potenciais parceiros de negócios, prospecção de mercados, detecção de eventuais impedimentos às nossas exportações, captação de investimento estrangeiro, apoio a acções de penetração local dos operadores nacionais, divulgação dos nossos produtos e serviços, entre outros…

Em suma, os Embaixadores e pessoal das embaixadas passaram a exercer também um conjunto de actividades, em representação dos interesses corporativos portugueses, com alguns bons resultados à vista.

 

A nível académico foram também criados alguns cursos de pós-graduação, como por exemplo “Executive Master em Diplomacia Económica” do ISCEM, com a finalidade de desenvolver competências e conhecimentos em formas de relacionamento diplomático no âmbito empresarial.

Tudo indica que a dinâmica que se imprimiu à DE nestes últimos três a quatro anos, foi uma aposta acertada. Basta ver os indicadores de crescimento das nossas exportações; quanto a mim só é pena não termos iniciado este processo há 20 anos ou 30 anos.

 

Há no entanto um aspecto em todo este processo que parece ter sido descurado, seja propositadamente, seja por desconhecimento: os Lóbis.

A principal diferença entre a nossa DE e a dos restantes países da União Europeia reside no facto de que a maioria deles incorporam o Lóbi como uma “ferramenta” fundamental para os ajudar a atingir os seus objectivos.

 

Com efeito, os parâmetros gerais da actividade de Lóbi (em inglês Lobbying) são justamente os de uma diplomacia paralela que visa a defesa dos interesses de quem contratar esses serviços.

Os países do norte da Europa compreenderam desde há muitos anos este círculo virtuoso de cooperação entre as Administrações Públicas nacionais, as empresas privadas, e os Lobistas profissionais.

Estes últimos têm por função servirem de elo de ligação e correia de transmissão dos objectivos de expansão comercial, apoio ao fomento da Imagem de Marca do país e a serem facilitadores dos contactos com as autoridades, as instituições e a sociedade civil, em todos os mercados estrangeiros.

 

Acresce que, numa sociedade cada vez mais globalizada e competitiva, a grande vantagem dos Lóbis é o facto de puderem legalmente actuar fora dos tradicionais “circuitos oficiais”, injectando um maior dinamismo a todos os processos em que estão envolvidos.

Para além disso os Lobistas podem enriquecer substancialmente qualquer acção num determinado país, pela sua experiência e conhecimentos sobre os processos de tomada de decisões, sobre quem são os decisores-chave que mais influência exercem sobre as autoridades e a sociedade civil de cada mercado. Por outro lado, servem também de antenas locais permanentes, como se fossem os olhos e os ouvidos ao serviço da Administração contratante.

 

Em minha opinião, não seria má ideia que os nossos decisores políticos passassem a recrutar Lobistas profissionais, em cada país onde desejam actuar, integrando-os nas actuais equipas de trabalho já formadas ou em formação.

Estou convicto que uma triangulação deste tipo, que envolvesse uma cooperação entre o nosso Poder Político, as empresas com interesses nos mercados estrangeiros e os Lobbies existentes em cada um destes mercados, conduziria à maximização e uma maior eficiência dos recursos investidos na promoção externa de Portugal. 

 

*Consultor de Public Affairs, Lóbista no Parlamento Europeu e autor de vários livros sobre comunicação. 

 

 

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publicado às 08:24

Convidado: Joaquim Martins LampreiaO sociólogo William Thomas formulou em 1928 um conceito que ficou conhecido como o teorema de Thomas, e a actual falta de açúcar no nosso mercado constitui um exemplo bem ilustrativo da aplicação deste teorema, que basicamente pode ser enunciado da seguinte forma:“ Aquilo que as pessoas assumirem como verdadeiro, mesmo não o sendo, tem consequências verdadeiras”.Dava como exemplo o sistema bancário, em que todos nós assumimos que quando depositamos o nosso dinheiro num banco, esse dinheiro estará lá à nossa disposição, podendo nós levantá-lo sempre que quisermos. Mas na realidade, o nosso dinheiro, como bem sabemos, não fica parado no banco, que vai reutilizá-lo para empréstimos e transacções financeiras diversas.E se um dia, todos os clientes desse banco se lembrassem de levantar os seus depósitos ao mesmo tempo, estariam perante um imenso problema, pois o banco não teria lá o seu dinheiro.Todos nós sabemos isso, e no entanto, todos assumimos que o dinheiro está sempre lá, à nossa disposição, mesmo não sendo essa a realidade.E é essa assumpção colectiva que permite que o nosso sistema bancário e financeiro funcione em pleno.Encontraremos muitos exemplos semelhantes, desde as situações mais banais que ocorrem no nosso dia a dia, (e de que a maior parte das vezes nem damos por elas), até situações bem mais complexas relacionadas com todo um sector de actividade ou mesmo na esfera politica.Em comunicação, o teorema de Thomas é aplicado com muito mais frequência do que se pode supor, tanto através da publicidade, como das Relação Publicas, em Gestão de Crise, em Comunicação Politica ou no Lóbi. O que é normal, considerando que a comunicação é a base de sustentação deste conceito. Sem comunicação entre várias partes envolvidas, o teorema de Thomas não teria razão de existir, nem nunca poderia ser aplicado.Compreende-se assim o importante papel que os Mass Media podem desempenhar em todo este processo.E não posso deixar de aproveitar a última situação vivida em Portugal com a escassez de açúcar, para ilustrar esta ideia.O facto de haver temporariamente menos açúcar no mercado, não constitui de per se um problema de maior, nem leva a esgotar prateleiras de supermercados. Como aliás acontece ciclicamente de forma idêntica com outros produtos, alimentares ou não, e em que a situação não chega sequer a ser percebida pela maioria dos consumidores.No caso vertente, foi por alguns órgãos de informação se terem referido à situação com algum alarmismo (ignoro se o fizeram espontaneamente ou se a isso foram induzidos) que gerou a preocupação colectiva do açúcar poder acabar.A partir do momento em que as pessoas assumiram que o açúcar ia faltar por completo (mesmo não sendo essa a realidade) é que se gerou uma onda de pânico, levando a um açambarcamento do produto, e que teve como desfecho a falta (real) de açúcar nas prateleiras das mercearias e supermercados.A assumpção generalizada (e errada) de que o açúcar ia faltar, teve como consequência real a total falta do produto no mercado.É fácil imaginar um cenário totalmente diferente, se os Media não tivessem referido o caso, muito provavelmente a opinião pública nem se teria apercebido da situação e a escassez temporária do produto certamente nem se teria feito sentir.A terminar, chamo a atenção para o facto da aplicação desajustada do Teorema de Thomas em qualquer das áreas da Comunicação poder revelar-se um pau de dois bicos, e ter efeitos perversos e totalmente opostos aos desejados.Viu-se essa tentativa recentemente em Comunicação Politica, quando um governante afirmou que a economia estava a recuperar, com todos os incómodos que essa declaração causou ao governo...J. Martins LampreiaConsultor/Lobista 

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publicado às 11:48

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