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  <title>codigofonte</title>
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  <description>codigofonte - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Tue, 20 Apr 2010 14:53:00 GMT</pubDate>
  <title>Má informação ou má comunicação?</title>
  <author>Alda Telles</author>
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  <description>&lt;blockquote&gt;&lt;a href=&quot;http://fontecodigofonte.files.wordpress.com/2010/04/1254879_global_solution.jpg&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img class=&quot;alignleft size-full wp-image-223&quot; title=&quot;1254879_global_solution&quot; src=&quot;http://fontecodigofonte.files.wordpress.com/2010/04/1254879_global_solution.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;164&quot; height=&quot;128&quot; /&gt;&lt;/a&gt;No tempo em que os ministérios, os institutos, as câmaras, a presidência, tudo e mais um par de botas (menos os tribunais) têm sites, &quot;gabinetes de comunicação&quot;, assessores de imprensa e imagem e todo um exército de gente paga pelo erário público para disponibilizar informação e responder a perguntas, obter &quot;dados&quot; sobre seja o que for, é, como há 20 anos, um martírio.&lt;/blockquote&gt;Este extracto de um post da jornalista Fernanda Câncio intitulado &lt;a href=&quot;http://jugular.blogs.sapo.pt/1765353.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&quot;Má informação&quot;&lt;/a&gt; deu o mote para uma ideia há muito discutida em Portugal (e não só) pelas consultoras de comunicação e relações públicas.Os casos relatados por F. Câncio como &quot;&lt;em&gt;Assessores de imprensa que nunca têm tempo para atender o telefone ou que quando o atendem é para dizer &quot;mande-me um mail&quot;; que chegam a levar meses (tenho um caso recente) a responder a perguntas e mesmo assim só parcialmente ou nada;(...)&lt;/em&gt;&quot; estão nos antípodas da postura das consultoras.A missão das consultoras de comunicação é facilitar acessos, informação, dados, estatísticas, posições, comentários. Fazem-no, em primeiro lugar, para servir os interesses ou as necessidades de comunicação dos seus clientes (que podem ser empresas privadas, mas também associações, organismos públicos, ONG, pessoas ou grupos de interesse) e que tenham relevância pública para os meios a que destinam as suas mensagens.Mas fazem-no também, muitas vezes, apenas para ajudar um jornalista numa matéria sobre a qual possuem informações e contactos. E, muitas vezes também, sem nenhum benefício concreto para o seu cliente.Aliás, os jornalistas tão bem sabem disso que quantas vezes, para obterem dados ou documentos oficiais sobre um tema público, ligam directamente para as organizações e empresas não-estatais ligadas a esse tema. Sabem que, se essa informação existir, e não estiver sob reserva de confidencialidade, as consultoras tudo farão para ajudar.Não se trata aqui de bons samaritanos. Apenas e tão só uma forma transparente e desassombrada de trabalhar informação. Como F. Câncio diz, &quot;&lt;em&gt;a maioria dos  assessores de gabinetes já foram jornalistas&quot;&lt;/em&gt;. Pois bem, nas consultoras também existem ex-jornalistas. A questão é que, para uma missão aparentemente igual, as posturas são diferentes. A diferença é que os consultores dependem da sua competência, do seu profissionalismo e da sua boa reputação para sobreviver. São pagos para trabalhar, gerir e disponibilizar informação, não para a sonegar ou reter. É outra atitude perante a informação. As consultoras são hoje reconhecidas como os &lt;em&gt;players&lt;/em&gt; mais transparentes do sistema mediático (que os &lt;em&gt;social medi&lt;/em&gt;a vieram ampliar, e onde as consultoras também já trabalham com profissionalismo).Dito isto, deixo aqui o repto: Para quando a profissionalização da comunicação pública? Como em qualquer organização, deve existir um responsável interno pela comunicação. Mas este deve ser apoiado por uma equipa profissional que sabe que a transparência e o acesso rápido a informação, as respostas oportunas às questões dos jornalistas são condição para um jornalismo também ele mais conhecedor e por isso de maior qualidade, evitando as &quot;&lt;em&gt;manipulações e distorções&lt;/em&gt;&quot; que Fernanda Câncio também refere no post.Se, recentemente, o governo recrutou uma agência internacional para trabalhar informação pública junto dos media internacionais, porque não fazê-lo internamente, ao nível de ministérios, agências estatais e outros organismos públicos?Responder-me-ão que os assessores são cargos que exigem confiança? Claro. O trabalho das consultoras também se baseia em confiança e um consultor tem deveres éticos de lealdade, confidencialidade e verdade.Uma ideia sobre a qual gostava de saber a opinião dos partidos que defendem a transparência, a democracia e a sociedade civil.</description>
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  <category>consultoras de comunicação</category>
  <category>fernanda câncio</category>
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