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Sendo a actividade [dos assessores], como digo, influenciadora do comportamento social, creio que deveria ser regulamentada por um código deontológico que, para além dos direitos e deveres dos associados de uma ou outra agremiação, deveria também apontar medidas de punição dos desvarios, contrariamente ao que (não) existe no de Lisboa e, de certa forma, nos restantes. A actividade devia ser regida por uma ‘Ordem’ (ou coisa do género), e não por associações que apenas tratam do corporativismo, de prémios e pouco mais. Esta ‘Ordem’ teria, em princípio, o mesmo tipo de figura legal que outras ordens – a dos médicos, dos engenheiros, etc. – têm, isto é, serem dotadas de uma espécie de direito objectivo (peço desde já desculpas pela designação, haja quem a corrija).Sobre o primeiro tema, tive o privilégio de integrar o grupo que lançou o Código de Conduta da APCE. Neste código, destinado a todos os que trabalham em gestão da comunicação e relações públicas, está prevista a fiscalização do seu cumprimento que "é exercida, antes de mais, pelos associados da APCE e por quantos estejam em consonância com os princípios nele enunciados, cabendo à Direcção da Associação a responsabilidade da instrução de processos por eventuais infracções e pelo respectivo sancionamento, até à exclusão."Para a "eficácia" desta exclusão, ou seja, para que ela resulte numa real sanção pelo prevaricador, será necessária a representatividade da Associação e o seu reconhecimento pelo mercado. É nesse sentido que, como presidente do Conselho Consultivo e de Ética da APCE, tenho a missão de propor à direcção, com o contributo de vários colegas, um modelo de autenticação e credenciação do exercício da profissão.E entramos na segunda questão colocada por cjt.Sendo ainda prematuro adiantar esse modelo, posso desde já partilhar, com os muitos profissionais que têm vindo a debater o tema, que a figura de "Ordem" será a menos indicada para a profissão. Contrariamente aos exemplos frequentemente apontados dos engenheiros, economistas ou os mais recentes designers, esta é uma prática profissional que reúne (e ainda bem) formações tão díspares como licenciados em comunicação, economistas, arquitectos, juristas, sociólogos ou antropólogos. O caminho será muito provavelmente outro, mas será certamente consentâneo com a realidade da profissão, com as melhores práticas internacionais e com o rigor que uma credenciação exige. É um passo muito importante, está a ser debatido e maturado. Mas vai avançar. O mercado - e a diferenciação de que tanto se fala - assim o exige.
A Fonte inicia uma nova fase da sua já longa existência (faz vinte anos no próximo mês de Setembro), associando-se à Next Power, do grupo Flat Marketing. Objectivo: combinar as competências de uma agência nascida na era 1.0 com outra focada nas RP 2.0. A missão desta união será pois oferecer o melhor dos dois mundos em que pessoas e organizações se movimentam.Agradecemos as palavras de apreço recebidas nas versões 1.0 e 2.0 - telefonemas, sms, e-mails, mensagens no facebook e no twitter. Na blogoesfera, obrigada pelas referências de Rui Calafate, Salvador da Cunha e Luís Paixão Martins.A sugestão de Salvador para uma marca umbrella, Power Source, seria interessante, não fossem as duas marcas, Fonte e NextPower, manter a sua identidade.Sinal da vitalidade deste mercado, depois do anúncio da NewSpeak de Luís Villalobos na passada semana, o grupo Lift de Slavador da Cunha anuncia hoje também novos projectos. Não vai ser um ano fácil, mas espero que estes novos projectos ajudam a consolidar a influência e responsabilidade deste sector.
O último relatório do Observatório da Comunicação (Obercom) intitulado “Desafios do jornalismo” parece denotar alguma esquizofrenia. Ou, sobretudo, uma enorme falta de âncoras e referências para a profissão. Como disse há não muito tempo, parece-me existir espaço para a criação de uma associação profissional, capaz de responder às novas realidades do jornalismo. Também publicado aqui.A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.