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Acaba de ser publicado, segundo os autores, o mais completo e profundo trabalho de sempre sobre os jornalistas portugueses. Objectivo: «aprofundar o conhecimento relativo a um grupo socioprofissional em constante recomposição e de importância decisiva na formação da opinião».
Os dados são imensos, mas numa síntese, sabemos que existem 7402 jornalistas titulares de carteira profissional (um número praticamente estagnado desde 2004), que neste momento há uma ligeira predominância masculina (41% de mulheres e 59% de homens) mas que esta relação vai rapidamente mudar (nos últimos 5 anos entraram na profissão 508 homens e 706 mulheres e as mulheres são já maioritárias nas faixas etárias dos 20 aos 34 anos).Não é de estranhar que, tal como noutras profissões, apesar do equilíbrio de género, os homens continuem a dominar os cargos de chefia (80%).Outros dados interessantes: uma classe em rejuvenescimento (70% dos jornalistas têm entre 25 e 44 anos de idade), um nível de instrução relativamente avançado (60% dos jornalistas possuem uma licenciatura ou um bacharelato) e um peso já significativo de freelancers (15%).Vale pena consultar o site do estudo onde está informação mais detalhada e ler as entrevistas em profundidade a jornalistas de referência da nossa praça.Última nota, e a mais preocupante: as indicações quanto ao "estado de alma" da profissão que resultaram das entrevistas ao segmento "Jovens Jornalistas":
O jovem líder dos Lib Dem e agora vice-primeiro-ministro do governo britânico foi eleito ontem Comunicador do Ano nos reputados PR Week Awards.Clegg revelou-se uma estrela durante os debates na campanha eleitoral e conseguiu um resultado histórico para o seu partido. Discurso sólido, postura desafiante e imagem "fresca" valeram-lhe resultados exponenciais nas sondagens pós-debates.Claro que este é um prémio "póstumo". As actuais sondagens de popularidade não são as mais favoráveis a Nick. E esse é o grande desafio da comunicação política: combater o desgaste da imagem do poder.
Um artigo publicado ontem no “Diário de Notícias”, assinado pelo produtor e profissional de comunicação José Nuno Martins, suscitou veementes e acaloradas reacções na blogoesfera, designadamente espaços de opinião de jovens profissionais de Comunicação e Relações Públicas, como o Rodrigo Saraiva ou o Rui Calafate.A atentar na veracidade do relato de JNM, da qual não tenho quaisquer razões para duvidar, o professor Adriano Duarte Rodrigues, eminente e reconhecido catedrático, terá tecido insólitas e ofensivas considerações sobre a profissão de Relações Públicas.Atribuiremos a verrinosa e incontida verve a uma hora menos feliz do professor, a quem a comunidade académica deve a introdução da Comunicação, como área científica, na universidade pública portuguesa.Não deverá esta nuvem ser tomada por Juno, pois a comunidade académica é hoje constituída por excelentes estudiosos e defensores desta disciplina e dos seus praticantes.É pois o momento de relembrar que o Código de Conduta do Gestor de Comunicação Organizacional e Relações Públicas, a base orientadora proposta pela APCE para o exercício desta actividade profissional, foi elaborado por um grupo, do qual fiz parte, constituído por profissionais de relações públicas e académicos.O desenvolvimento da profissão, a par da formação, hoje exigida ao longo de toda a vida, depende de bons profissionais e de bons professores, que acreditem na importância e responsabilidade crescente das relações públicas. Felizmente, temos abundância de ambos em Portugal.A melhor resposta que podemos dar a ameaças à reputação da profissão – e elas vêm de muitos lados, incluindo no próprio sector – é exercê-la com convicção e dignidade, assumindo os valores e deveres especiais da sua prática.É sobre os princípios enumerados no Código de Conduta que profissionais, estudantes e académicos devem reflectir.Termino com uma citação de Klaus Schwab, fundador do World Economic Forum, e partilhada pela Professora do ESCS e minha colega no Conselho Consultivo e de Ética da APCE, Mafalda Eiró-Gomes: “Public relations [has] become even more crucial … provided global and other issues are addressed in the framework of all stakeholders.”
Depois de uma primeira edição informal, fruto da vontade do Rodrigo Saraiva em juntar alguns colegas, tivemos uma segunda edição mais alargada e que contou com a presença institucional da APCE, que procura posicionar-se junto dos profissionais de comunicação e RP (sobretudo os mais jovens) como a associação que representa os interesses dos practitioners individualmente.Desta vez espera-nos um final de tarde, pelo que apurei com mais de cem presenças confirmadas, com direito a patrocinador e tudo!O Rodrigo continua a ser sem dúvida o grande dinamizador do PR After Work mas estou em crer que a tendência aponta para que evento cresça e entre de forma definitiva nas nossas agendas. Desde que se mantenha o “espírito” original parece-me um processo evolutivo natural e positivo.Esta edição, já na próxima 6.ª feira, tem a vantagem (para além do bar aberto, claro) de se realizar a uma sexta-feira, o que só pode ser prenúncio de maior descontracção...O dia ficará ainda marcado pelo final da concorrência do Lugares Comuns ao Youtube, vislumbrando-se que o post inaugural venha a ser um dos assuntos centrais da conversa. (qual entrega do OE qual quê!)A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.