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AeroMexico 1- KLM 0

por Alda Telles, em 29.06.14

Hoje era dia para o gestor da conta de Twitter da KLM ter ficado na cama. 

Depois do México ter perdido no último minuto com a Holanda, a real transportadora neerlandesa achou por bem fazer uma piada de mau gosto. A reacção no twitter não deve ter sido a melhor, porque poucos minutos depois o tweet foi apagado.

 

 

A resposta da AeroMexico não se fez esperar. Com muita piada. O México ganhou em inteligência.

 

As marcas continuam a não saber prevenir erros crassos de relações públicas nas redes sociais quando toca a um tema tão sensível como o futebol. Já neste Mundial, a Media Markt alemã tinha cometido erro semelhante com a selecção portuguesa.

Quando marcas globais querem participar em grandes eventos internacionais, formação em diplomacia e bom senso exige-se.

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publicado às 23:32

Guest Post: Ensinas-me a tirar uma #selfie?

por Alda Telles, em 09.06.14

 Por Henrique Ventura*

 

Não, este post não é sobre a campanha para as últimas eleições europeias. Este post é sobre fenómenos sociais e sobre empresas/ profissionais que querem agarrar a onda desses mesmos fenómenos para obter maior exposição da sua marca e vender mais (ou aumentar notoriedade ou outro qualquer objetivo).

Há uma coisa que importa a reter: não se deve tentar capitalizar uma dada tendência se não a compreendermos. Isto parece-me óbvio e acho que é relativamente fácil de interiorizar. Dito isto, vamos à estória.

 

Há dias vi ser partilhada no Twitter a página de um curso de formação cujo objetivo era o de ensinar os seus participantes a gerir uma marca pessoal nas redes sociais (abro um parêntesis para mencionar que uma das minhas atividades profissionais é a gestão de um projeto empresarial na área da formação, pelo que vou intencionalmente abster-me de mencionar nomes de empresa, pessoas ou marcas). Até aqui tudo bem, todos nós sabemos a importância da internet e das suas ferramentas para o nosso marketing pessoal e para a gestão da nossa carreira, é por isso natural que surjam projetos com o objetivo de dar competências às pessoas neste domínio.

 

O que não está tudo bem é o que escrevo já de seguida. Além de ser muito curioso, tenho particular apreço quer pela formação quer pelo marketing, pelo que assim que me aparece um link destes à minha frente é click garantido. E lá fui eu ver a descrição do curso. Tudo ia razoavelmente bem – falava de conteúdos, de imagem, das várias ferramentas, etc -  até que chego a esta parte: “Como fazer a sua melhor selfie”, com as dicas para tirar as melhores fotos com o smartphone. E aqui começou a entornar o caldo.

 

Uma selfie é uma fotografia tirada por uma pessoa a si própria, sozinha ou com mais pessoas, geralmente partilhada nas redes sociais, com o Instagram e o Facebook à cabeça, e que tem sido um fenómeno comportamental que cresceu exponencialmente. E cresceu porque geralmente as pessoas têm usado as selfies para se mostrarem num dado sítio, a viver uma dada experiência ou até só se mostrarem a si próprias (a selfie é também uma demonstração de algum narcisismo em alguns casos).Ou seja, a selfie não é mais do que a partilha de uma vivência de um dado momento com as pessoas que a seguem nas redes sociais que usa.  E é aqui que o tal curso falha na compreensão do fenómeno. Uma selfie, na perspetiva de quem a tira e partilha é um momento, e os momentos não têm técnicas, enquadramentos, dicas, não precisam de se transformar na “melhor selfie” nem precisam de ser ensinados.

 

Ter uma boa coleção de selfies é importante para a marca pessoal? Talvez. Pode ser em alguns casos específicos. Jamais o será, contudo, se perder o seu essencial – a espontaneidade. E será uma onda como outra qualquer – provavelmente daqui a meia dúzia de meses já não será “cool” tirar selfies e o fenómeno será outro qualquer.

 

E aqui reside a questão, enquanto umas empresas tentam utilizar as redes sociais para comunicar e interagir de uma forma que não fazem no “mundo real”, outras tentam ensinar as pessoas a estar presentes nas redes sociais com benefícios na sua carreira profissional. E muitas falham. E falham porque não entendem que as pessoas é que ditam como querem interagir e quando querem interagir. E falham porque não entendem que a espontaneidade e a liberdade de expressão que as pessoas sentem nas redes sociais não se ensaia, não se ensina e não se compadece com artificialidades.

E nós, utilizadores das redes sociais, se não percebermos que ganhamos muito mais em sermos nós próprios, muito provavelmente prejudicaremos mais a nossa marca pessoal do que a beneficiaremos.

 

PS: Só mais uma coisa, se pretendem ensinar alguém a usar uma rede social como o Twitter, por exemplo (pretensão que não tenho), não tenham tweets protegidos ;-) .

 

*Director geral da Sparkle Business Ignition, Mestre em Marketing

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publicado às 08:22

A velhice é a coisa mais surpreendente que pode acontecer a uma pessoa (Trotsky)
Cultivadora compulsiva de quinquilharia, memorabilia, revistas e jornais já desaparecidos, postais e anúncios pintados por artistas, sempre me achei pertencente a um "nicho", tão pequeno que raramente encontro quem se extasie comigo perante uma edição antiga do Século Ilustrado ou o folheto da "Mary Poppins" do cinema Europa.Duvido que isto faça de mim uma saudosista, porque esta mania vem desde os meus sete ou oito anos, quando esgravatava nas colecções antigas do meu pai. Creio antes que vem do fascínio e curiosidade pela representação da realidade em diferentes tempos, talvez a nostalgia de alguma candura, mas também, e ao fim ao cabo, a busca de cheiros e cores que o nosso tempo não nos dá.Eis que, de forma muito evidente, o culto das peças e da estética vintage (os brasileiros preferem a palavra Retrô) se está a tornar mainstream. Jornais e televisões recuperam anúncios antigos e fazem deles matérias autónomas, blogues, perfis de twitter e Facebook, como o imperdível Reclames do Estadão, uma iniciativa do "Estado de São Paulo" (que bem poderia ser recuperada pelo "Diário de Notícias").Bom, isto parece apenas  a exploração de um filão, um pequeno alargamento do nicho.Mas esta "reciclagem" do passado foi mais longe com a campanha "Como seriam os anúncios do Facebook, Twitter e Skype nos anos 60?", uma brilhante criação acabada de lançar pela agência brasileira Moma de São Paulo para o MaxiMídia, o maior evento de Comunicação e Marketing da América Latina. Nesta campanha, podemos ver-nos como veríamos os anúncios antigos do Estadão, deslumbrados mas felizes e cândidos perante o progresso que nos avassala.E porque é que esta campanha está a gerar um êxito brutal nas redes sociais e nos blogs de tecnologia e comunicação?  Porque é surpreendente, porque nos dá a dimensão vintage do nosso presente, porque nos acalma em relação ao que por vezes sentimos como a voragem dos tempos.Depois, foi também o primeiro Vintage Computing Festival em Inglaterra, onde as velhas máquinas são admiradas e onde alguém  recupera o Spectrum e põe-lhe o Twiiter lá dentro. O tempo encapsulado dentro do tempo.E os casos vão-se multiplicando. Estaremos a recuperar apenas a estética vintage-retrô, é só uma moda, ou estamos a tomar consciência de que a turbulenta evolução tecnológica nos está a levar, a cada dia que passa, a ter saudades do futuro?

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publicado às 22:45

Veni, Vidi, Armani

por Alda Telles, em 15.06.10
Cristiano Ronaldo chegou hoje ao Twitter, viu e venceu, e já ultrapassou os 30 mil seguidores. Nada de especial, se atentarmos ao facto que no Facebook tem mais de 4,5 milhões de fãs.Mais interessante será para a Armani saber que, em 4o minutos, 6 mil pessoas "clicaram" na sua foto de campanha no Facebook (10 por cento dos "fãs") e mais de 7 mil foram ver a mesma imagem via Twitter (no mesmo espaço de tempo, 40 minutos, 25 por cento dos seguidores).Algumas conclusões:- a marca Cristiano é um bom investimento da marca Armani- o Twitter é mais eficaz que o Facebook em termos de activação- os golos do Ronaldo no Mundial não interessam para nada.Nota: os números deste post desactualizam-se a cada segundo, mas as conclusões, para já, mantêm-se.

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publicado às 22:52

Chávez compreendeu o Twitter

por Alda Telles, em 08.05.10
Hugo Chávez, depois de surpreender o mundo (e assustar meio outro) com a abertura de uma conta no Twitter, é hoje notícia por ter recrutado 200 pessoas para gerir essa conta. As reacções, em geral, são de espanto e gargalhada geral.Questões políticas à parte (diz que abraçou o Twitter como mais "uma arma da revolução"), Chávez entendeu muito bem o segredo das redes sociais: o engagement e o diálogo.Contrariamente a várias celebridades que se limitam a acumular milhares ou milhões de seguidores e debitar de vez em quando umas frases, sem qualquer ou muito pouca interacção com o público, Chavez decidiu responder a todos os que se lhe dirigem. As mensagens são diversas, mas a maioria parecem ser apelos para casos pessoais, como este ou mensagens de apoio (também de críticas, naturalmente).Com cerca de 243 mil seguidores nesta data e 50 mil mensagens recebidas nas duas primeiras semanas, o "“Presidente de la República Bolivariana de Venezuela. Soldado Bolivariano, Socialista y Antiimperialista” (é esta a sua biografia no Twitter) prometeu não deixar nenhum seguidor sem resposta.Chávez percebeu que o Twitter é uma plataforma única de comunicação, de persuasão, de gestão da reputação. Tal como os políticos e as organizações o perceberam. Mas, para ser eficaz e mobilizador, exige respostas rápidas, capacidade de diálogo e de envolvimento. A entrada nas redes sociais é, de facto, um investimento exigente e caro, que exige ser bem pensado antes de ser eleito como uma "ferramenta de marketing e comunicação".Não sei se 200 pessoas serão um exagero, talvez não seja. O que é certo é que, tal como Chávez e as grandes organizações já perceberam, sem os recursos necessários (isto é, uma equipa dedicada e dimensionada) a presença nas  redes sociais é mero folclore e sem qualquer retorno.

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publicado às 23:05

Maioria dos bloggers considera-se jornalista

por Alda Telles, em 02.04.10
A maioria dos bloggers já se consideram jornalistas. O inquérito "2010 PRWeek/PR Newswire Media Survey", que abrangeu 1568 profissionais dos media "tradicionais" e “não tradicionais” e 1670 profissionais de Relações Públicas nos Estados Unidos, revelou que 52% dos bloggers se equiparam a profissionais de comunicação social. Segundo o estudo, um importante crescimento desde o ano passado, em que apenas um em cada três partilhavam esta opinião.Se bem que, na realidade, ainda só 20 por cento dos bloggers reconheçam que a maior parte do seu rendimento deriva da sua actividade na blogoesfera. Apenas um crescimento de 4% em relação a 2009.Do total dos inquiridos, o uso de blogs e redes sociais para pesquisa tem aumentado; mas há uma grande diferença nessa utilização entre bloggers e jornalistas dos media tradicionais. Enquanto 91% dos bloggers e 68% dos jornalistas online usam blogs "sempre" ou "às vezes" para pesquisa, apenas 35 por cento dos repórteres de jornais e 38% dos jornalistas de revistas off-line admitem recorrer às novas plataformas.A mesma discrepância verifica-se no que toca ao uso de redes sociais para investigação.No geral, 33 por cento dos inquiridos dizem usá-las, enquanto os bloggers revelam um uso superior (48%) aos jornais e (31%) e revistas impressas (27%).Se considerarmos o Twitter, o contraste ainda é maior: 64% dos bloggers e 36% dos jornalistas online usam o twitter como ferramenta de trabalho. Esta percentagem baixa para 19% dos jornalistas de jornais e 17% das revistas.No que respeita ao uso de "tuites" (posts do Twitter) nos artigos, apenas 19 a 20% dos jornalistas dos media tradicionais o fazem.Nos Estados Unidos, já 55% dos bloggers e 42% dos jornalistas de meios online usam posts do Twitter. E, surpreendentemente, 48% das notícias de televisão!Creio que um estudo semelhante ainda não tenha sido feito em Portugal. Embora as percentagens possam variar (a indústria dos blogs e o jornalismo online estará num estádio ainda emergente em Portugal), estou em crer que as tendências registadas no estudo da PR Week  não estarão longe de uma realidade próxima em Portugal e nos mercados europeus em geral.Nota: este post foi inicialmente publicado em Jornalistas de Sofá.

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publicado às 00:38

A EuroRSCG, assumida como agência global de publicidade e comunicação na frente dos novos canais e das redes sociais, encontrou uma forma original de dar os parabéns à Advertising Age, bíblia americana (e mundial) dos profissionais de marketing e  publicidade.No tradicional anúncio comemorativo publicado na edição de aniversário da revista, a EuroRSCG remete para um endereço no Twitter (http://twitter.com/AdAge80) onde centenas de pessoas se juntaram para celebrar o 80.º aniversário da publicação.Preparada "em segredo", a página do Twitter propositadamente criada para o efeito foi alimentada durante o fim-de-semana pelos colaboradores da EuroRSCG e suas afiliadas em todo o mundo. A partir de hoje, data do aniversário, todas as pessoas que acedam à página são convidadas a congratular a octogenária revista.Uma campanha gerada a partir de um simples e-mail, um mundo de parabéns à distância de um tweet.PS: Já agora, vale a pena ler no site os vários artigos que analisam a história do mundo, nos últimos 80 anos, através da história do marketing. Não deixa também de ser curioso que, quando a Ad Age saiu para as bancas, as bolsas tinham-se afundado e estava-se no início da Grande Depressão...

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publicado às 11:36

Os míudos são sábios

por Alda Telles, em 25.02.10
A melhor certeza que os nossos filhos não se deslumbram com as redes sociais, foi o alerta que o meu adolescente de 14 anos me deu hoje em relação ao "Leitão 2010", o tão badalado (e esperado) mega-encontro de twitters que vai acontecer no próximo domingo."Acho que se arriscam a grandes desilusões com este encontro de twitters" "Porquê'?" "Porque vão descobrir que algumas caras não têm nada a ver com os avatares, que os deputados são míudos de 13 anos que andaram a gozar a vossa cara, que aquele tipo que parecia interessante e charmoso é um grandessíssimo nerd... Cuidado."Não sendo ele frequentador da rede twitter, que conhece apenas pelos meus comentários em família, o que este "aviso" ilustra é que as novas gerações, nadas  e criadas na internet, são bem mais prudentes e realistas que muitos adultos.Para além de ser reconfortante, é um bom indicador para as marcas que comunicam com esta geração e com os adultos que eles serão daqui a poucos anos. Muito realismo e muita sinceridade, é o que eles querem.

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publicado às 23:37

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