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Relações Públicas? Assim-Assim

por Alda Telles, em 13.11.13

 

 

Martin Sorrell, patrão do grupo WPP, falou ontem no PR Summit em Miami, sobre o estado da indústria de relações públicas. Os resultados na sua companhia não têm sido entusiasmantes e as expectativas de recuperação remetem demasiado para o médio e longo prazo.

 

A partir de uma linha de tweets, segui ontem à noite em tempo real as suas principais declarações:

 

 

Sorrell acredita que a "descolagem" das RP acontecerá quando for totalmente integrada no marketing mix. Quanto mais integradas as campanhas forem, maior será a voz das RP. Concordo absolutamente. Hoje a maioria dos orçamentos para RP de uma campanha são "aquilo que sobra" depois de todo o resto ter sido aplicado nas outras disciplinas do marketing e da comunicação. Normalmente sobra pouco.

 

Para o futuro, e como grande oportunidade para as RP, Sorrell vê a Responsabilidade Social Empresarial (CSR), actualmente em forte desinvestimento pelas empresas. Desde que se esteja no negócio no longo prazo, explica Sorrell. Como no longo prazo estamos todos finados, não fiquei entusiasmada.

 

Entretanto descobri um resumo da apresentação pode ser lido aqui.

 

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publicado às 08:50

Reputação e Códigos de Conduta

por Alda Telles, em 15.10.10
Um artigo publicado ontem no “Diário de Notícias”, assinado pelo produtor e profissional de comunicação José Nuno Martins, suscitou veementes e acaloradas reacções na blogoesfera, designadamente espaços de opinião de jovens profissionais de Comunicação e Relações Públicas, como o Rodrigo Saraiva ou o Rui Calafate.A atentar na veracidade do relato de JNM, da qual não tenho quaisquer razões para duvidar, o professor Adriano Duarte Rodrigues, eminente e reconhecido catedrático, terá tecido insólitas e ofensivas considerações sobre a profissão de Relações Públicas.Atribuiremos a verrinosa e incontida verve a uma hora menos feliz do professor, a quem a comunidade académica deve a introdução da Comunicação, como área científica, na universidade pública portuguesa.Não deverá esta nuvem ser tomada por Juno, pois a comunidade académica é hoje constituída por excelentes estudiosos e defensores desta disciplina e dos seus praticantes.É pois o momento de relembrar que o Código de Conduta do Gestor de Comunicação Organizacional e Relações Públicas, a base orientadora proposta pela APCE para o exercício desta actividade profissional,  foi elaborado por um grupo, do qual fiz parte, constituído por profissionais de relações públicas e académicos.O desenvolvimento da profissão, a par da formação, hoje exigida ao longo de toda a vida, depende de bons profissionais e de bons professores, que acreditem na importância e responsabilidade crescente das relações públicas. Felizmente, temos abundância de ambos em Portugal.A melhor resposta que podemos dar a ameaças à reputação da profissão – e elas vêm de muitos lados, incluindo no próprio sector – é exercê-la com convicção e dignidade, assumindo os valores e deveres especiais da sua prática.É sobre os princípios enumerados no Código de Conduta que profissionais, estudantes e académicos devem reflectir.Termino com uma citação de Klaus Schwab, fundador do World Economic Forum, e partilhada pela Professora do ESCS e minha colega no Conselho Consultivo e de Ética da APCE, Mafalda Eiró-Gomes: “Public relations [has] become even more crucial … provided global and other issues are addressed in the framework of all stakeholders.”

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publicado às 14:14

Think Pink, Act Pink

por Alda Telles, em 28.05.10
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=OEdVfyt-mLw&feature=bulletin]Fabuloso video, chamado "Pink Gloves Dance", realizado pelos trabalhadores de um hospital norte-americano em Providence, no Oregon. Objectivo: aumentar a notoriedade da causa da luta contra o cancro da mama.Não sendo completamente amador (nota-se que teve alguma produção), a sua simplicidade e genuinidade são contangiantes. Os seus mais de 10 milhões de visualizações provam o seu incrível efeito viral. Contudo, acredito que quando se dispuseram a fazer este filme, os trabalhadores (de médicos a faxineiros) não pensaram "Vamos fazer um video viral". Apenas puseram todo o seu entusiasmo numa acção de comunicação mais eficaz que muitas das campanhas que já vi sobre o tema (incluindo a que corre agora na Fox Life, com "celebridades" da moda).Não sei se isto se inclui em responsabilidade social, ou cause-related marketing ou relações públicas. Só sei que é uma grande campanha, ancorada no Youtube.Pergunta: seria imaginável uma campanha destas num hospital português?

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publicado às 17:59

BP: Bad Publicity ou Beyond Pr?

por Alda Telles, em 04.05.10
A tragédia ambiental que assola o Golfo do México desde 20 de Abril deitou por terra a  imagem de "empresa verde" e ambientalmente responsável que demorou dez anos a constuir. Numa gigantesca (e bem sucedida) operação de rebranding a sigla BP deixou de significar British Petroleum para se assinar Beyond Petroleum.Hoje, a BP vive uma crise em várias dimensões: operacional, jurídica, comunicacional e reputacional. Embora o acidente fosse expectável num dos maiores exploradores petrolíferos do mundo, as reacções pouco assertivas e concertadas deram a imagem de que a BP não estava preparada para semelhante tragédia. O que parece pouco plausível.A explicação talvez resida no problema comum a todas as mega-organizações: uma estrutura pesada, lenta a reagir. Outro dado importante deste caso parece ser a primazia das acções legais na gestão da crise, remetendo a gestão da comunicação para uma fase (demasiado) tardia. O público ficou chocado quando a primeira comunicação pública da BP foi a oferta de 5 mil dólares a cada lesado que prescindisse de futuras indemnizações.Só no passado fim-de-semana a BP se decidiu pela criação de um website "DeepWater Horizon Response" dedicado a responder a perguntas e prestar informações, incluindo os efeitos nos estados afectados (Louisiana, Alabama, Mississippi e Florida), uma página no twitter e outra no facebook com permanentes actualizações. Uma boa utilização das redes sociais, embora incompreensivelmente tardia. Note-se, contudo, que o site e as contas sociais não são da BP, mas da empresa concessionária (fará sentido este eufemismo? talvez por razões jurídicas, mais uma vez).A principal conclusão, para já, é que a BP se enredou no território da crise e da prevenção da litigação sem uma mensagem de proximidade e de compromisso com os valores que tão bem tem defendido. Parece que a comunicação e a gestão da reputação foram engolidas pelas operações e pelos advogados.E, num instante, BP passa de Beyond Petroleum a Beyond Pr. Um caso a seguir.

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publicado às 13:26

Foi recentemente lançado o 2.º Prémio de Jornalismo na Área da Saúde Mental, uma iniciativa da Fundação AstraZeneca com a Coordenação Nacional para a Saúde Mental, a Casa de Imprensa e a Associação Encontrar-se.O objectivo é premiar trabalhos jornalísticos publicados entre Julho de 2009 e Julho de 2010 (imprensa, rádio, televisão e internet) que contribuam para um maior conhecimento social das doenças mentais e para a promoção do anti-estigma associado à Saúde Mental.Na primeira edição foram a concurso 50 peças. O primeiro prémio foi atribuído à Grande Reportagem da SIC Mentes Inquietas.De acordo com dados recentemente divulgados pela Coordenação Nacional para a Saúde Mental no Fórum Gulbenkian de Saúde 2010 - “Mind Faces. As diferentes faces da saúde mental”*, mais de um milhão de portugueses sofre em cada ano uma perturbação mental.Não podemos de facto ficar indiferentes a estes números, assumindo o tema deste prémio uma relevante e crescente pertinência. Os media têm um importante papel a desempenhar na promoção de uma sociedade civil informada que, no que toca à temática da “saúde mental”, deve ser cada vez mais aprendente e integradora.* No âmbito deste fórum, será apresentado, no próximo dia 23 de Março, um estudo de âmbito nacional sobre Morbilidade Psiquiátrica em Portugal. É na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, às 16h30, com entrada livre.

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publicado às 09:57

A nossa "cacha". Ops, caixa.

por Alda Telles, em 26.02.10
São hoje enviadas para a Madeira as primeiras duas mil caixas solidárias CTT.[caption id="" align="aligncenter" width="283" caption="Duas são nossas"][/caption]Adenda: Acabaram por ser 4.

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publicado às 12:20

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