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São os blogs meios de comunicação social?

por Alda Telles, em 13.04.10
O tema é inesgotável, e parece que o rastilho lançado pelo Rodrigo pegou.Vou apenas referir, porque muito interessante, a análise do Nuno Gouveia à realidade norte-americana e de que recomendo a leitura. Chego à conclusão, a partir do histórico feito pelo Nuno que, de facto, faz sentido que nos Estados Unidos os bloggers se equiparem cada vez mais a jornalistas (quem quiser pode ver aqui o resumo do estudo) Basta ver a quantidade de blogs que se transformaram em meios de comunicação social e que, no jargão actual, se denominam de social media.
Claro que em Portugal estamos a milhas dessa realidade. Mas acredito que cá chegará. Como em tudo o resto, o nosso atraso tem a ver com a falta de recursos, o pequeno mercado e a tradicional cultura de minifúndio, onde cada blog tem a sua quintinha. Por isso demorará a transformação dos blogs em verdadeiros social media. Não deixam, contudo, sobretudo na política (mas não só) de serem media cada vez mais influentes.
Depois, no blog do 31 da sarrafada, o Fernando Fonseca, que se assume como "blogger sem agenda" e refuta o epíteto de jornalista,  dá o mote a comentários a esse post, muito interessantes, da Jonas Nuts, que equipara os blogs a orgãos de comunicação social, mas distingue-os claramente dos "orgãos tradicionais".
Por fim, o Carlos José Teixeira, no seu blog semiose.net  procura definir a linha que separa bloggers de jornalistas: obrigações legais, éticas e deontológicas dos segundos que os primeiros, de facto, não têm.
Numa desesperada tentativa de síntese, arrisco-me a esta: num futuro mais ou menos próximo, todos os meios de comunicação social terão uma configuração próxima dos blogs. Uns serão de grande dimensão e terão profissionais (que não sei como se chamarão) e outros serão pequenos blogs pessoais, ou de pequenos grupos, ou corporativos, e serão amadores (como se pretende equiparar agora os bloggers). Antevejo ainda a extinção da ERC...

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publicado às 19:51

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3 comentários

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De cjt a 13.04.2010 às 20:22

ahah... a ERC está extinta, só que não sabe...

quanto aos meios de comunicação social: chamemos-lhes imprensa, para começar.
muito bem, a imprensa online está já, em grande medida a adoptar alguns métodos dos blogs. mas arrisco dizer que essa adopção passa sobretudo pelos meios tecnológicos ao dispor.
quero com isto dizer que há, desde logo, uma grande diferença entre os dois conceitos, os de imprensa online e de media sociais: a interactividade com o jornalista, se não impossível, é muito rara.
e depois, vá lá, há toda uma panóplia de processos que, ainda que cada vez mais "cortados", vão ainda assim fazendo parte de uma redacção de jornal.
para nós, a vida é só conforto: escrevemos o que queremos, da forma que entendemos que nos agrada - ou à audiência -, carregamos no botão mágico, et voilá: um artigo reluzente no monitor.
e ainda bem que assim é, e é por isso mesmo que espero que as fronteiras entre blogs e jornais não se esbatam assim tanto.

grato pelo apontamento,
a discussão está excelente!

abraço,
cjt
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De Alda Telles a 14.04.2010 às 14:48

A questão da interactividade que o Carlos focou é muito interessante. De facto, as edições online dos meios tradicionais permitem comentários (alguns miseráveis, outros excelentes) dos leitores, mas em geral nenhuma resposta aos comentários por parte dos jornalistas.
Por isso estes (alguns) estão nas redes sociais (sobretudo facebook e twitter), onde a interactividade é possível.
Na realidade, por falta de tempo, provavelmente, a maioria são pouco interactivos. Mas acredito que muitos, em silêncio nas timelines, vão recolhendo informações, reacções e tendências. Pelo menos alguns...
But that's only the beginning...

Sobre o outro tema que abordou num seu post, as obrigações éticas e deontológicas, peço que veja o post a seguir.:)
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De cjt a 14.04.2010 às 15:28

bom... existe realmente interactividade no twitter e no facebook. mas note-se que essa interactividade é feita já em nome próprio e não na "persona" jornalística.
ora, isto revela que o comportamento dissociativo jornalista/opinador é levado em linha de conta pelo actor.

agora... esse trabalho silencioso que refere é uma das principais actividades do que se convencionou chamar "jornalismo sentado". o clipping, em toda a sua abrangência, é um dos principais alimentos do jornalista actual. e não, não são só alguns. arriscaria dizer que é a maioria deles...

fico a aguardar a posta, e entretando, com tempo - às vezes tenho que trabalhar :-) - lá vou preparando mais uma tirada estafante acerca do assunto, que considero deveras interessante e de discussão essencial, um pouco porque, embora sendo blogger, creio que se está a entrar numa espiral um pouco ridícula de sobrevalorização de determinados meios.
por isso e porque anda para aí muita confusão acerca do que são meios, canais e modelos, confusões que não deviam vir de quem vêm.

grato, um abraço.
cjt

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