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Porquê, porquê e porquê?

por Alda Telles, em 26.09.14

Quem, Onde, Quando, Como: Estas são as perguntas básicas que devem estar respondidas em qualquer lead jornalístico.

Têm sido esmiuçadas pelos media e pela oposição relativamente à relação, nos anos 90, do primeiro-ministro, deputado à data, com uma empresa chamada Tecnoforma, por sua vez financiadora de uma ONG chamada Centro Português para a Cooperação.

A muito custo, lá se conseguiu hoje perceber que foi uma ONG e não uma empresa, que foi entre 1995 e 1999, e que se tratou de ajudas de custo, muito em voga na altura, como tickets-restaurante e "folhas" de kilómetros.

As questões hoje postas no parlamento ao primeiro-ministro acrescentaram uma: o Quanto. A ênfase da oposição centrou-se nas quantias eventualmente recebidas a título de compensação por um trabalho desenvolvido em prol de uma ONG. O Quanto é relevante na medida em que o volume de despesas indicia o volume de actividade. E a sua eventual constância mensal poderia indicar uma remuneração encapotada.

Mas não nos responde à questão essencial: o Porquê. Curiosamente, ou não, esta questão foi omissa de todas as perguntas dos deputados. Ninguém perguntou porque é que um deputado faz serviço pro bono para uma ONG, com elevados custos de tempo em deslocações, reuniões, relatórios. E ainda menos perguntaram que actividades concretas realizou durante esse período. E também ninguém perguntou porque é que esta nobre actividade curricular foi sempre omissa do curriculum vitae do deputado. 

A resposta aos porquês não perguntados é simples: ninguém na assembleia da república quer falar do lobbying desenvolvido pelos seus deputados. Este texto de Luís Paixão Martins explica bem o elefante que andou no meio do hemiciclo.

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publicado às 13:44

 

Banca, jornalistas, comunicação e matemática podem não dar uma boa combinação.

O Novo Banco acaba de apresentar o novo logotipo, e dá-se ao trabalho de elaborar uma memória descritiva em que explica o lettering, o símbolo e as cores:

"O símbolo parte da reinterpretação das asas da borboleta que simbolizou na primeira campanha transformação e capacidade de renovação. Representado como uma potência matemática, traduz o elevar do compromisso da equipa Novo Banco ao desafio de voltar a ocupar a posição de liderança que o mercado sempre lhe reconheceu".

 

Ora, e qual é o título do Jornal de Negócios? 

 

 

 

Assim não há condições.

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publicado às 12:30

A desculpa não-desculpa

por Alda Telles, em 19.09.14

É uma técnica conhecida e usada em comunicação política e relações públicas. A desculpa não-desculpa serve, contrariamente à maioria das expectativas, para obviar a admissão de culpa ou responsabilidade de quem a pede. 

Quando o país se entusiasmou com dois dias seguidos de pedidos de desculpa por dois governantes, confrontou-se na realidade não com uma nova forma de fazer política, como alguns disseram, mas com uma nova forma de fazer comunicação política.

Esta forma pode ser nova em Portugal, mas está há muito identificada nos países anglo-saxónicos- Até lhe chamam o "classical Washington construct". Pede-se desculpa por erros cometidos por alguém e promete-se apurar responsabilidades.  É a forma passiva-evasiva de reconhecer um erro e ao mesmo tempo afastar qualquer responsabilidade pessoal.

Este construto da desculpa não-desculpa é muito útil quando não há realmente nada a fazer para compensar o erro ou evitar a sua persistência ou repetição.

 

Façam aqui a verificação:

 

 

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publicado às 15:00

Rebranding: O Santo

por Alda Telles, em 15.09.14

 

Como é que ninguém ainda se tinha lembrado desta solução, simples, barata e eficaz?

Porque santos da casa não fazem milagres. 

 

(imagem do Diário Económico)

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publicado às 16:56

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