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Selva urbana ou a banana assassina

por Alda Telles, em 28.04.14

 

Tornou-se viral o video em que o jogador de futebol brasileiro Dani Alves comeu em campo a banana que um adepto lhe atirou. A banana tornou-se rapidamente, em todo o mundo, um símbolo da repulsa por atitudes racistas.

 

O atleta português Nelson Évora não perdeu a oportunidade de contar o que se passou com ele e um grupo de amigos num espaço lisboeta chamado Urban Beach (e que passe a má publicidade). Gerou uma profunda reacção de repulsa e onda de solidariedade no Facebook.

 

 

 

 Esse espaço de má nota teve o seu momento "Oprah na Hermes". Em ambos os casos, o "racial profiling" dos responsáveis ou dos empregados dos estabelecimentos teve o azar de se confrontar com figuras públicas, que amplificaram os acontecimentos.

 

A denúncia nas redes sociais é o pior pesadelo das marcas pelo movimento imediato de partilha que gera. Na maior parte das vezes, passa para a comunicação social. Veremos a amplificação do seu impacto para fora das redes sociais e, sobretudo, vamos ver como a marca reage. Não sei se a reputação é uma das preocupações do Grupo K. Se não é, devia ser e um pedido de desculpas a clientes que, para mais, são atletas que representam o melhor do país, seria o mínimo exigível.

 

 

Adenda: o presidente do Conselho de Administração do Grupo K respondeu:

Caro Nelson Évora,
Fomos surpreendidos com a publicação no mural da sua página do Facebook de uma foto com conotação xenófoba, com o objectivo de denunciar uma alegada situação de "racismo", supostamente praticada por um funcionário do Urban Beach.
Confesso a nossa incredulidade no que refere à situação que relata, pois não existe qualquer tipo de instruções por parte da administração da empresa para excluir, seja quem for por razões raciais, políticas, religiosas ou outras.
Aliás, ao que nos informam, o Sr. Nelson Évora frequentou em outras ocasiões o estabelecimento, sem qualquer tipo de constrangimentos.
Temos igualmente alguma dificuldade em entender o propósito de fazer publicamente essa acusação infundamentada, uma semana após a suposta ocorrência.
Existe sim naquele espaço um código de conduta, e o chamado "Dress Code", sendo que quem se encontre desenquadrado, terá o acesso condicionado.
Foi isso mesmo que foi explicado à pessoa em questão.
Temos mantido ao longo destes 25 anos inúmeros clientes das mais diferenciadas raças e etnias, nunca utilizando a diferença racial para realizar qualquer tipo de discriminação.
Detemos igualmente nos nossos quadros de pessoal elementos das mais diversas origens raciais, com base apenas nas suas qualidades profissionais.
Se apesar do que nos foi relatado, o funcionário em questão proferiu efectivamente o que relata, pedimos-lhe desde já, que aceite as nossas mais sinceras desculpas, pois não só não nos revemos nessa atitude, como abominamos a mesma.
Cordiais Cumprimentos,
Paulo Dâmaso de Andrade
Presidente do Conselho de Administração
Grupo K

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publicado às 23:42

The disastrous PR stunt, diz o Daily Mail

por Alda Telles, em 24.04.14

 

A chacota sobre o drone da Marinha Portuguesa internacionalizou-se.

O que é eventualmente injusto para uma das mais competentes e organizadas forças militares.

O ministro da Defesa disse contudo o essencial:  "Isto justifica que é sempre necessário investir muito no treino para que na hora certa as missões não falhem".

É isso mesmo. Quando se convoca os media para um "PR Stunt", convém ensaiar bastante. Para que o "PR Stunt" não se torne um "PR Nightmare".

 

 

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publicado às 22:39

O meio é a mensagem

por Alda Telles, em 14.04.14

Um míudo de dez anos viu aquilo que provavelmente toda uma equipa de marketing não viu. Às vezes, escapa-nos o óbvio tal é a importância que damos à mensagem, sem cuidar do suporte em que a divulgamos. Às vezes uma boa ideia morre na sua execução.

Este é o perfeito exemplo de que o meio é a mensagem*. Ou melhor, que o meio pode perverter a mensagem.

 

 

 

 

*Marshall McLuhan

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publicado às 22:01

Maduro e a guerra da comunicação

por Alda Telles, em 14.04.14

 

 

O presidente da Venezuela anunciou ontem a criação de um "Ministério para a Comunicação Internacional, dedicado exclusivamente à defesa mundial da Venezuela".

 

"É um grande repto para qualquer país poder enfrentar a guerra comunicacional, que se tem manifestado contra a Venezuela, a revolução e, em especial, contra mim como presidente", afirmou Maduro.

"Temos vencido todos os desafios surgidos, mas há que admitir que, do ponto de vista mediático"[..] "todos esses meios de comunicação, e os porta vozes da oposição que têm saído pelo mundo a pedir uma intervenção contra a Venezuela"[...] "têm feito um grande dano ao país", declarou Maduro.

 

Nicolas Maduro tem-se focado, nos últimos tempos, naquilo que diz ser uma "guerra mediática de desinformação" contra a Venezuela. Durante a vaga de protestos em fevereiro passado, e quando uma manifestação terminou em violência no centro de Caracas, diversas montagens contra Maduro e o governo foram disseminadas nas redes sociais, e em cadeias de televisão internacionais como a CNN.

 

Maduro entende que existe "um plano internacional contra a Venezuela" que se desenvolve por via mediática, e onde se incluem os meios digitais, onde imagens, falsas ou verdadeiras, percorrem o mundo em questão de segundos, sem a maioria das pessoas verificarem a sua origem antes de as partilharem.

 

O caso de Maduro, por muita paranóia que se lhe queira eventualmente atribuir, contém um facto real no cenário político actual. A guerra da comunicação política desenvolve-se hoje na rede mundial e os regimes enfrentam desafios cada vez mais complicados na gestão da sua reputação internacional.

 

Os foros tradicionais  como a ONU, a subcomissão de Direitos Humanos, a Organização de Estados Americanos ou a União de Nações da América do Sul, onde Maduro diz que a Venezuela goza de "muito prestígio", estão a perder credibilidade e influência em termos do reconhecimento internacional dos regimes.

 

A guerra da comunicação é, cada vez mais, uma guerra de "inteligência da comunicação". Os exércitos recrutam-se agora nas redes sociais.

 

[Imagem retirada do DN online]

 

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publicado às 08:30

Casual Friday Rapidinhas

por Alda Telles, em 04.04.14

 

Uma agência de viagens dinamarquesa lançou uma divertida e inteligente campanha, colando-se ao problema da baixíssima natalidade no país. 

"Do it for Denmark" sugere aos casais que façam filhos durante uma viagem ao estrangeiro.

Se provarem ter concebido durante uma viagem marcada pela agência, habilitam-se a viagens para a família e produtos para bebés.

 

Parecendo difícil aplicar esta ideia para a natalidade em Portugal, uma vez que os portugueses são dos europeus que menos viajam para o estrangeiro, Lisboa podia fazer uma campanha oportunista e posicionar-se junto dos dinamarqueses como "a melhor cidade para fazer bebés".

 

Daria também um novo sentido ao posicionamento de Lisboa como destino europeu de excelência para "rapidinhas". Em inglês técnico, city breaks.

 

 

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publicado às 08:14

Jonetcomms (repescado)

por Alda Telles, em 02.04.14

 

Desculpem a preguiça, mas não vale a pena escrever novo post para comentar isto.

 

Já escrevi sobre o tema em 2011.

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publicado às 17:41

Estamos melhor ou estamos pior?

por Alda Telles, em 01.04.14

Esta é uma pergunta que parece ter-se tornado viral, mas como um vírus mau, do tipo ébola.

Cada vez que um político faz esta pergunta, recebe as respostas contrárias à sua tese.

O folclórico senador republicano Ted Cruz arriscou-se a fazer a pergunta maldita no Facebook. Esquecendo-se que as pessoas respondem.

Senhores políticos, mudem o guião.

 

 

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publicado às 23:21

Portugal Sou Eu e vocês também, empresas

por Alda Telles, em 01.04.14

Arrancou a primeira campanha televisiva do programa "Portugal Sou Eu". Um conceito que evoluiu a partir do "Compro o que é nosso". Uma evolução inteligente, na minha opinião.

Passou de uma ideia de "proteccionismo", aliás incompatível com a integração europeia, para uma ideia de responsabilidade colectiva, através da escolha individual de cada consumidor (ou cliente, no casos das empresas).

Com um site (portugalsoueu.pt) algo estático mas informativo e uma boa presença nas redes sociais (uma página dinâmica no Facebook e um bom canal no Youtube), o programa tem revelado empresas e produtos verdadeiramente inovadores, representando novas categorias ou simplesmente a reinvenção de sectores tradicionais.

Mas, seguindo as presenças online de algumas empresas/marcas aderentes, não deixa de ser desconcertante verificar a fraca aposta no marketing digital. Da (não) qualidade das imagens ao (pouco) cuidado nos conteúdos, passando pela (má) experiência do visitante online, verifica-se que há um enorme trabalho por fazer por parte de muitas empresas. 

Não basta ter um selo, um bom produto e apelar ao seu consumo. As marcas têm de nos dar razões para as querermos e, muito importante, termos orgulho em querê-las. O que passa, cada vez mais, pela sua presença e actividade online, pelo cuidado que aí demonstram com os seus clientes e consumidores.

Nós fazemos um esforço, mas vocês também têm que fazer.

Deal?

 

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publicado às 18:00

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