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Uma nova religião

por Alda Telles, em 31.03.10
Esta semana o noticiário da noite da SIC anunciava que no próximo dia 7 de Abril os Tokio Hotel dão um concerto em Lisboa. A notícia não era sobre o concerto propriamente dito, mas sim sobre o acampamento de jovens fans que já está montado à porta do Pavilhão Atlântico. A reportagem era de dia 29 de Março, nove dias antes da data do espectáculo. São jovens, raparigas e rapazes com idades a partir dos 13 anos que se organizam em pequenos grupos para marcarem o melhor lugar à frente do palco, numa espécie de “corrida mais louca do mundo”. A sua organização vai ao pormenor de terem escalas, com horários rotativos para os almoços e jantares e para as idas a casa. Os mais sortudos vão ter almoço de Páscoa com a família.Num momento da história em que a igreja católica sofre vários revés, os cultos transferem-se para novos ídolos, massificados e globalizados, como os artistas e jogadores de futebol.Produto de uma gigantesca máquina de fazer dinheiro a partir da criação de um modelo universal que todos querem seguir, os ídolos da nova juventude não são mais do que imagens, travestidas de divindades, e verdadeiros objectos de culto do espectáculo.

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publicado às 11:42

A EuroRSCG, assumida como agência global de publicidade e comunicação na frente dos novos canais e das redes sociais, encontrou uma forma original de dar os parabéns à Advertising Age, bíblia americana (e mundial) dos profissionais de marketing e  publicidade.No tradicional anúncio comemorativo publicado na edição de aniversário da revista, a EuroRSCG remete para um endereço no Twitter (http://twitter.com/AdAge80) onde centenas de pessoas se juntaram para celebrar o 80.º aniversário da publicação.Preparada "em segredo", a página do Twitter propositadamente criada para o efeito foi alimentada durante o fim-de-semana pelos colaboradores da EuroRSCG e suas afiliadas em todo o mundo. A partir de hoje, data do aniversário, todas as pessoas que acedam à página são convidadas a congratular a octogenária revista.Uma campanha gerada a partir de um simples e-mail, um mundo de parabéns à distância de um tweet.PS: Já agora, vale a pena ler no site os vários artigos que analisam a história do mundo, nos últimos 80 anos, através da história do marketing. Não deixa também de ser curioso que, quando a Ad Age saiu para as bancas, as bolsas tinham-se afundado e estava-se no início da Grande Depressão...

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publicado às 11:36

Capitulação em directo

por Alda Telles, em 28.03.10
Dever ter sido sentido como um murro no estômago o discurso com que o mayor de Londres, Boris Johnson, brindou a assistência nos British Press Awards. "On behalf of all British politicians I have come tonight  to convey our unconditional surrender."Aludindo a casos gerais e outros concretos da "guerra" entre política e media britânicos, Johnson desafia os jornalistas a tomarem conta da governação: "I come to you to propose, as a gesture of submission, that we change places".Num arremesso de ironia violenta, Boris transfere para os jornalistas as rédeas de um "país destroçado": "Because, quite frankly, our defeated, exhausted, broke, broken, brokeback Britain can wait no longer for the transfusion of probity you will bring."No final, glosando Platão (?) termina com uma frase "The Republic will never be properly governed, my dear Glaucon, until all the politicians are journalists and all the journalists are politicians". Esta analogia foi curiosamente aqui destacada a propósito de um artigo de José Adelino Faria.Mas isto é uma terra de costumes em lume brando, pequenas alegorias sem ofender ninguém.Seria sequer imaginável um discurso destes por um político em Portugal?O discurso completo de Boris Johnson aqui. (Créditos ao Buzzofias, que identificou este discurso).

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publicado às 20:25

É mais o que os une que aquilo que os separa

por Alda Telles, em 26.03.10
Têm surgido diversas sondagens, opiniões e comentários sobre o crescente papel das Relações Públicas na produção de conteúdos para os media. Num sentido tendencialmente pejorativo, fala-se de "spin nas notícias", deixando alguns autores insinuar que os profissionais de RP formatam informação à sua medida e que esta é cegamente replicada pelos jornalistas. A conclusão simplista é que cada vez menos devemos acreditar naquilo que lemos, ouvimos ou vemos.Esta questão é muito interessante porque na realidade põe em causa várias profissões: os profissionais de relações públicas (vulgo assessores de comunicação) e os jornalistas, mas também todos aqueles que produzem e são fontes de informação, como especialistas, políticos, polícias ou cientistas. Não é pois com certeza a fonte que determina a credibilidade das notícias.Outro aspecto muito relevante desta questão são os custos da informação. Num aceso debate ontem no Twitter, o director do Expresso dizia "Conteúdos fiáveis custam dinheiro". Não é pois de admirar que os estudos - da Austrália aos Estados Unidos - mostrem que apenas entre 5 a 15 por cento das notícias são desencadeadas por pura investigação jornalística. Todo o resto vem das mais variadas fontes. São os custos, claro, para uma indústria que está desesperadamente à procura de um novo modelo de negócio.No caso do profissional de comunicação e relações públicas (interno à organização ou de uma consultora), não é por ele ter objectivos concretos no fornecimento de uma informação que a torna falsa ou enviezada. O que pode acontecer - acontece cada vez mais - é a falta de tempo dos jornalistas (e outros distribuidores de informação, como os bloggers) para aprofundarem as matérias ou até mesmo para confirmarem ou confrontarem as histórias que lhes são contadas.Tal pressupõe que ambas as profissões observem as mais elementares regras de uma relação win-win. O profissional de comunicação e relações públicas tem como dever deontológico não falsificar informação e o jornalista tem o dever de exigir a fiabilidade dos factos e, se se sentir "manipulado" ou "enganado", confirmar, cruzar ou desprezar essa informação.Se as Relações Públicas "conduzem a agenda dos media", é porque os bons profissionais fazem o seu trabalho, pesquisando, estudando tendências, preparando e fornecendo boas matérias para os jornalistas. Isto é bom para estes e para as suas empresas em dificuldades.O que para ambos é fundamental, é rejeitar liminarmente, e sem pudores,  a teoria do "spin" como base das suas respectivas missões. É mais, portanto, o que os une do que aquilo que os separa.

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publicado às 13:54

O Luxo Original e a sua Democratização

por Alda Telles, em 23.03.10
Durante a conferência no ISCSP sobre Marketing de Luxo, por Rubens Freire do ISC, a Professora alertou para a  evolução do conceito de Luxo (do original ao luxo acessível do pós guerra) e sobre as suas múltiplas faces, esclarecendo que este pode ser percepcionado e esperado de formas díspares pelo cliente-alvo, devendo por isso ser consideradas as subtis nuances que lhe despertam ou afastam o desejo.Rubens Freire dissertou sobre as declinações do Luxo:Luxo: Luxúria – Exuberância – Desregramento - LascíviaLuxo: Luxação – Desconjuntar - Afastamento do normalLuxo: Luz – Fulgor - EsplendorFalou-nos sobre a íntima relação que se estabelece naturalmente entre a percepção de luxo e uma peça de Arte – ie. preço, raridade, procura pelos pares – e a democratização do luxo (o sonho a preços acessíveis) exemplificando com o sector da Alta Costura, que adoptou como solução de sobrevivência, as colecções prêt-a-porter acompanhadas de publicidade pura e dura para criar a necessidade no consumidor.Salientando que os artistas (criadores de um Luxo) têm normalmente mais coração que cabeça e que necessitam de fazer contabilidade+comunicação, para que a sua Arte se venda e viva, ilustrou esta afirmação lembrando o lamentável caso de Christian Lacroix que, apesar de excelente, se viu obrigado a levar a leilão todo o seu magnífico espólio.Frizou que cada vez mais os produtos eco, artesanais, naturais, ligados à saúde, alimentação e bem estar, serão percepcionados como de Luxo.

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publicado às 10:14

What you see is not what you get

por Alda Telles, em 19.03.10
O arigo de hoje de João Adelino Faria  no Diário Económico constitui uma corajosa declaração de um profissional de comunicação sobre a ilusão da informação que diariamente nos entra porta (televisão) dentro.A propósito da Comissão de Ética no Parlamento, transmitida ao que parece com elevado share na AR TV e outros canais, JA Faria tece várias considerações sobre os efeitos nefastos dos directos televisivos. Como profissional experiente, ele sabe que "Muitas das convicções que algumas pessoas defendem e dizem acreditar antes do directo, passam, em segundos, a ter uma versão completamente diferente assim que começa a transmissão televisiva."Esta realidade anula a presunção da "verdade" que a televisão pretende mostrar (assistimos hoje a simples cidadãos a exibirem verdadeiras performances de actores, incluindo "remakes"...) e que molda, definitivamente, crenças e atitudes de toda uma população.José Adelino vai ainda mais longe quando, referindo-se concretamente à Comissão de Ética e duvidando da sua utilidade na busca da verdade, constata aquilo que é  mais mortal para duas nobres profissões : assistir a "alguns deputados a fazer de jornalistas e jornalistas a comportarem-se como políticos".

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publicado às 12:27

Assisti recentemente a uma palestra, organizada pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas sobre Marketing Turístico e Marketing de Luxo.A brilhante dissertação da oradora convidada, Professora Rubens Freire do ISC – School of Management de Paris, referiu, entre vários aspectos do Hospitality Marketing, a importância de escolher as “amenities” adequadas ao posicionamento do produto turístico de luxo.Foi gratificante ouvir que Portugal está atento e na vanguarda neste segmento, fornecendo hotéis de luxo nos quatro cantos do mundo com produtos “Made in Portugal”. Claus, Abyss & Habidecor e Leitão & Irmão foram algumas das marcas referidas como as melhores a nível mundial.Portugal tem assim no Turismo uma fileira de desenvolvimento, não só em termos de oferta nacional e incoming, mas também em termos de internacionalização de bens e serviços, capitalizando o know-how em sectores complementares. E, claro, torna-se evidente a importância de construir marcas fortes para o maior sucesso dessa internacionalização.Sobre os ensinamentos em Marketing de Luxo, voltarei a eles num próximo post.

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publicado às 11:17

Facebook: chegou, viu e venceu

por Alda Telles, em 10.03.10
O Briefing relata hoje que, “de acordo com os resultados do estudo Netpanel da Marketest, o Facebook foi, em Janeiro, o domínio com maior número de páginas visitadas pelos portugueses nos acessos realizados a partir do lar”. O pódio fica completo com o google.pt (ex-líder) seguido pelo Hi5.O mesmo jornal dizia aqui que, nos EUA em 2010, a publicidade online vai ultrapassar a publicidade na imprensa.A comunicação na web e nas redes sociais já não é uma tendência, é um padrão. As relações públicas e a comunicação empresarial trabalham hoje com um novo paradigma, e a “evangelização” dos nossos clientes é uma das nossas novas missões. Outra é procurar a forma acertada e pertinente de estar online, pois, também na web, não há receitas universais. E é aqui que entra o conselho em comunicação.

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publicado às 17:29

Foi recentemente lançado o 2.º Prémio de Jornalismo na Área da Saúde Mental, uma iniciativa da Fundação AstraZeneca com a Coordenação Nacional para a Saúde Mental, a Casa de Imprensa e a Associação Encontrar-se.O objectivo é premiar trabalhos jornalísticos publicados entre Julho de 2009 e Julho de 2010 (imprensa, rádio, televisão e internet) que contribuam para um maior conhecimento social das doenças mentais e para a promoção do anti-estigma associado à Saúde Mental.Na primeira edição foram a concurso 50 peças. O primeiro prémio foi atribuído à Grande Reportagem da SIC Mentes Inquietas.De acordo com dados recentemente divulgados pela Coordenação Nacional para a Saúde Mental no Fórum Gulbenkian de Saúde 2010 - “Mind Faces. As diferentes faces da saúde mental”*, mais de um milhão de portugueses sofre em cada ano uma perturbação mental.Não podemos de facto ficar indiferentes a estes números, assumindo o tema deste prémio uma relevante e crescente pertinência. Os media têm um importante papel a desempenhar na promoção de uma sociedade civil informada que, no que toca à temática da “saúde mental”, deve ser cada vez mais aprendente e integradora.* No âmbito deste fórum, será apresentado, no próximo dia 23 de Março, um estudo de âmbito nacional sobre Morbilidade Psiquiátrica em Portugal. É na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, às 16h30, com entrada livre.

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publicado às 09:57

Conselho em comunicação e democracia

por Alda Telles, em 07.03.10
Nos dois últimos dias, a consultoria/assessoria de comunicação surgiu, independentemente das conotações que lhe quiseram emprestar, como uma função influente na vida pública.Foi primeiro, na sexta-feira, o enigmático caso dos assessores de Rangel que teriam sido "despedidos" - embora sejam desconhecidos.Já aqui tínhamos abordado o tema, em reacção a um post de João Villalobos. Salvador da Cunha também o comentou, sensivelmente na mesma linha e referindo-se mais tarde a Pacheco Pereira. Li entretanto que os "assessores" seriam dois jovens eurodeputados. Não é muito importante quem seja, para aquilo que me interessa enquanto profissional do sector. O que interessa é que é atribuída relevância, para o bom e para o mau, do conselho em comunicação. Embora fosse muito bom, para o PSD e a democracia, que esses consultores ou assessores não tivessem a face oculta (sobretudo depois de terem sido trazidos à praça pública pela candidatura).Ontem, o Expresso fez manchete com "Governo contrata agência de comunicação", infelizmente de forma tendenciosa como se de mais um "escândalo" público se tratasse. Quem ler o artigo completo, percebe que é prática corrente hoje em dia os governos de todo o mundo recorrerem a serviços especializados de gestão da imagem e opinião pública, para além de transparentes acções de lobbying.  Uma medida inteligente, portanto, como diz Salvador. Refira-se também que a agência internacional contratada está voluntariamente listada no PE.Uma coisa é certa: ninguém pode ser indiferente ao papel da  consultoria de comunicação e quanto mais transparente ela for, melhor para a democracia.

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publicado às 23:15

Sensibilidade e bom senso

por Alda Telles, em 05.03.10
Concordo com o João que se indigna aqui com aquilo que eu leio como uma péssima estratégia táctica de comunicação. Houve até quem ironizasse, dizendo que "os consultores de imagem do Paulo Rangel o aconselharam a fazer constar que vai dispensar consultores de imagem". De facto, é incompreensível e, no mínimo, desajeitado, atribuir falhas de argumentação num debate a qualquer consultor, amigo ou conselheiro. Neste caso, não se trata de "matar o mensageiro", mas antes de um aparente suicídio de carácter.Infelizmente, o João sabe tão bem como eu como estão sujeitos os consultores à ingrata condição de bode-expiatório quando a mensagem é fraca, ou a sua entrega mal feita (regra geral, porque os conselhos não são seguidos, diga-se de passagem).Inclino-me, contudo, para a possibilidade de um "media training" demasiado curto, conjugado com uma enorme ansiedade do candidato em vencer num território que não lhe é familiar. Rangel só tem de retirar as devidas lições, humildemente, e continuar a sua preparação. Os debates televisivos não esgotaram as suas possibilidades, mas ele parece querer fazer crer que sim.

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publicado às 18:58

Foi a queda do muro de Berlim e pouco depois foi o nascimento do Público (um ano depois nascia a Fonte Comunicação). Grandes e entusiasmantes tempos se viviam então, e éramos todos vinte anos mais novos.Tive o privilégio de assistir de alguma forma ao parto do Público, embora Henrique Cayatte sempre tenha guardado o seu tesouro a sete chaves. Mas tive oportunidade de compreender o processo criativo do mais bonito jornal português.  A revolução na côr, nas fotos, nas infografias, na paginação, nas fonts de letras. As abordagens jornalísticas de ruptura, a qualidade e profundidade da informação. O extraordinário génio português de estudar o que de melhor se fazia no mundo e dar, uma vez mais, novos mundos ao mundo, neste caso ao maravilhoso mundo dos jornais.O prazer de pegar num jornal que, pela primeira vez, não sujava as mãos e cuja leitura era um prazer intelectual e sensorial, foi um privilégio de que sempre estarei grata.Para o bem e para o mal, o Público é o mais importante jornal nacional da última década do século 20. Passou muitas vicissitudes que não o deixaram incólume e perdeu alguma da sua grandeza em momentos da sua (nossa) história. Continua a ser um jornal atraente, mas as cirurgias plásticas, se ajudam a mascarar a idade, também levam um pouco da alma.Mesmo assim, lendo hoje a edição nº 7274, continuo a sentir que o Público é, ainda, o mais próximo do jornal perfeito. Parabéns, Público. Parabéns aos investidores e fundadores que te deram vida e melhoraram a nossa.

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publicado às 13:05

Twellow: Páginas Amarelas de Twitters

por Alda Telles, em 04.03.10
O Twellow, um directório publico de contas do Twitter, tipo Páginas Amarelas, acaba de ser lançado.Apresenta centenas de categorias e mecanismos de pesquisa para apoiar encontrar ou seguir facilmente não importa quem, que seja importante para nós directamente através do directório.Com o impulso que se verifica na nossa rede, dá-nos muitíssimo jeito.Welcome to Twellow! http://www.twellow.com/

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publicado às 18:42

Quem te viu e quem tv

por Alda Telles, em 03.03.10
[caption id="attachment_78" align="alignleft" width="300" caption="Foto retirada do DN online"][/caption]O debate ontem à noite entre dois candidatos à presidência do PSD foi revelador de como a comunicação é uma ciência complexa e de como hoje uma figura pública tem de saber navegar em várias águas.Paulo Rangel, que desceu à terra com a aura do "tribuno implacável" teve o mais duro embate até agora da sua curta vida política num meio e num formato bem distintos da redoma parlamentar. A televisão é implacável na imagem e o debate face-a-face exige capacidades de riposta, "bridging" e "fair-play" que Rangel claramente não domina.Passos Coelho demonstrou que a longa "rodagem", e certamente muito treino em "media delivery" são tão ou mais importantes que a mensagem. Coelho tem ainda uma evidente vantagem em termos de imagem (embora a extrema finura dos lábios lhe empreste um ar sempre contrito) e beneficia de incontestáveis dotes de timbre e colocação de voz.Mas,  como disse Ricardo Costa, o que parece ser evidente em termos de opinião pública em geral (parece incontestável que Passos Coelho venceu o debate) é pouco relevante em termos dos resultados das directas. Aí, as qualidades de oratória e o discurso provocador poderão conquistar uma plateia que, à míngua de poder há tantos anos, decida apostar na truculência atrevida de Rangel. Porque na comunicação interna, o populismo também tem os seus resultados.

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publicado às 13:44

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